Conheça um pouco da Vivi Pretz, Engenheira Agrônoma e sócia do Quintal Urbano

Tinha uma avó que gostava de plantas, que tinha uma horta e que cozinhava muito bem.

Mas nunca influenciou diretamente.

A Vivi acabou fazendo Agronomia na UFRGS e lá ficou por 14 anos. Formou-se Engª Agrônoma, seguiu no mestrado trabalhando com pomares e finalizou a estrada da sua formação com um doutorado em hortas orgânicas. No meio desse caminho, a Vivi fez uma cirurgia. Eu esqueci de contar, que quando a Vivi se tornou Agrônoma, ela era cheia de conhecimentos, com uma vontade imensa de trabalhar e junto dela tinham 120 Kg que a acompanhavam diariamente. Não muito satisfeita com o que ela via no espelho, com o que ela escutava nas ruas, e com o que os exames clínicos indicavam, ela reduziu o estômago. Ela se submeteu a uma cirurgia bariátrica e com isso perdeu 62kg e ganhou uma nova vida e a vida ganhou uma nova Vivi.

Ela já trabalhava com hortas, mas aquilo era só um trabalho. Até que aos poucos ela foi percebendo que os ingredientes que estavam na dieta descrita pela equipe médica, eram os produtos que ela plantava e colhia. Até então, a Vivi jamais tinha entrado na cozinha com o intuito de fazer o seu alimento. Ele estava sempre pronto, muitas vezes dentro de uma caixa vinda da indústria. No terceiro dia em casa, depois da cirurgia, ela passou mal, por ter tomado um suco de laranja. Acidez não fazia parte do cardápio de um recém-bariátrico. Ela quase estourou os pontos. Foi aí que ela percebeu, EU TENHO QUE COZINHAR.

Mais ou menos no final do mês de setembro do ano de 2010, a Vivi entrou na cozinha com uma cesta que ela tinha colhido na horta, e de lá ela nunca mais saiu. O olhar sobre a comida mudou. Os livros de agronomia começaram a dividir espaço com os de gastronomia. E ela entendeu que cozinhando ela fechava um ciclo, e numa palestra do doutorado, ela percebeu esse ciclo, quando ela falou que o sentido da agricultura está em alimentar pessoas. Que se não fosse por isso, não valia a pena nem comprar as sementes.

Foi assim que nasceu o Plantar Colher e Cozinhar.

Foi uma ideia, que virou projeto, se transformou em oficinas de aprendizagem, e acabou numa Escola de Cultivo e Alimentação. Hoje a Vivi Planta… Colhe e Cozinha. Hoje, a Vivi entende que além de Engª Agrônoma e dona de títulos de mestre e doutora, ela é a essência da sua maior INFLUENCER: a sua vó, que sem nenhum desses títulos, plantava… colhia e cozinhava.

Essa é um pouco da história da Vivi, a nova sócia da Quintal Urbano, a nossa Engª Agrônoma, que vai transformar jardins em horta, a criadora da palestra “ Como uma cirurgia bariátrica mudou a minha horta” e a educadora, que vai proporcionar experiências de cultivos através das oficinas Plantar Colher e Cozinhar.

REGME: Suas plantas hidratadas. Simples assim.

banner regme

O REGME nasceu para solucionar um problema que, de acordo com nossas pesquisas, é super comum. Não tem planta que sobreviva sem água. OK, você pensou em um cactus, mas até ele bebe, pouco, mas bebe!

As pessoas viajam e as plantas ficam! Como adaptar a horta ao nosso dia a dia? Como buscar conviver com hortas, pomares, flores em nosso cotidiano independente do espaço e tempo?

Como nosso sonho é ver todo mundo plantando, nossa missão é encontrar soluções para isso. E então o REGME nasceu.

Produzido em PLA (Ácido Poliático), um polímero termoplástico, produzido a partir do ácido láctico fermentado a partir de culturas, no caso do REGME de milho. Ou seja, é biodegradável, reciclável e até mesmo compostável. Em comparação aos plásticos convencionais, que demoram de 500 a 1000 anos para se degradarem, o PLA ganha em disparada, pois sua degradação leva de seis meses a dois anos para acontecer.  Degrada-se em torno de 24 meses enterrado ou em 48  em água, o que é um tempo bem inferior quando comparado às centenas de anos dos outros plásticos.

Simples, adaptável, você pode inventar como usar! Escolha o recipiente de cultivo e “esconda” um REGME entre os vasos com a mangueira conectada a um reservatório a sua escolha. Invente, pire, nos mande o vídeo!

Vai viajar? Conecta o REGME em uma balde! Kkkkk, mas é isso mesmo, salve a planta!

Como nasceu essa ideia

Márcia Carneiro, co-fundadora do Quintal Urbano, e Rodrigo Cunha, ambos Designers de Produto e colegas de faculdade, criaram o REGME, e vem tramando algumas ideias pra automatizar nossa horta caseira.  Vem muita coisa por ai!

O Quintal Urbano vai vender ele pronto pra uso, mas se você for um maker, e tem conhecimento de programação arduino e uma impressora 3D, você mesmo pode fabricar! Isso mesmo, o projeto é OPEN SOURCE, todos os arquivos para produção são disponibilizados: código, arquivo pra impressão e lista de peças.

Como temos certeza que nem todo mundo é um maker, o Quintal Urbano vai vender pronto pra uso no nosso e-commerce brevemente!

Como Funciona

O REGME é um dispositivo que rega as plantas domésticas em ambientes internos de forma automatizada. O dispositivo é bem pequenininho para ficar escondido entre as folhagens. O produto é composto pelo dispositivo (4x3x2cm), 3 válvulas de gotejamento (ou seja, você pode colocar em 3 vasos ao mesmo tempo), mangueira de silicone (bem discreta para ser mimetizada também entre as plantas) e carregador. você vai precisar de um celular, mas não precisa de internet. Isso porque o REGME gera sozinho a sua própria rede wifi. É só encontrar a rede REGME, conectar que o aplicativo aparecerá (sem usar nenhum espaço do seu celular) e você poderá escolher o intervalo, período e potência da bomba de irrigação.

Qual o passo a passo para usar o REGME

Você corta as mangueiras de acordo com a distância dos vasos e instala as válvulas. Coloca o REGME próximo, instala a mangueira que vai puxar a água do reservatório e liga na energia. Você vai precisar de um reservatório de água, e ai entra a customização! Caso use uma garrafa PET por exemplo, você poderá decora-la com cordas, ou pintura, enfim, mil possibilidades. O reservatório pode ser um vaso lindo de vidro, pode ser um jarro de cerâmica retrô, enfim qualquer objeto que acondicione água. Se você for viajar, por exemplo, pluga o REGME em um balde e garanta que as plantas estarão vivas na sua volta. Depois de tudo instalado chegou a hora de calibrar o REGME para as necessidades de suas plantas. Encontre a rede wifi, clique no IP e será direcionado ao aplicativo para escolher o período de irrigação, calibre as válvulas de acordo com a necessidade de cada planta. Pronto, agora é manter o reservatório com água, o ideal é escolher um que aguente no mínimo 7 dias. Para 3 plantinhas (se não forem beberronas como a alface e não for um verão de 30 graus) uma garrafinha de 750ml dá conta do recado. Vá observando e calibrando o REGME conforme a necessidade das suas plantinhas.

Desejamos bons cultivos e boas colheitas pra você!

Breve REGME estará disponível na nossa loja virtual!

As imagens abaixo são da oficina “ME REGA: O universo maker chegou ao quintal” que ocorreu dia 27/06 no evento Plastcolab, realizado pela ABIPLAST, no Iguatemi POA.

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Desejamos bons cultivos e boas colheitas pra você!

Você sabe qual é a origem geográfica do vegetal que come?

Boa parte dos vegetais que são produzidos no Brasil não são originais daqui!

Mesmo o Brasil tendo a maior biodiversidade do mundo, com 55 mil espécies de plantas descritas, correspondendo a aproximadamente 22% das 250 mil reconhecidas no planeta, a maioria das frutas, hortaliças, grãos, temperos e chás que são produzidos no seu território não são nativos.

Nem mesmo os queridinhos do brasileiro como Banana, Coco e até mesmo nosso tão tradicional Café tem origem por estes pagos. São plantas domesticadas cujo ancestral selvagem pertence a outros países. Estas plantas foram retiradas de seu ambiente nativo e cultivadas em diversas regiões do planeta assim como inúmeras outras.

No mapa apresentado pelo International Center for Tropical Agriculture, podemos ter uma ampla ideia da quantidade de vegetais exóticos que comemos no diariamente.

origin-species-world-mapO Quintal Urbano é um profundo apreciador da gastronomia internacional, sobretudo quando o assunto é alimentação saudável. Explorar sabores, aromas, cores e texturas ao nosso prato e horta nos proporcionam sensações incríveis. Porém boa parte dessa experiência pode ser concebida a partir de produtos de origem geográfica local e garantimos pra você, o Brasil tem muita coisa boa!

Do tradicional Pinhão nativo do Sul ao Açaí nativo do Norte, daqui também tem origem o Abacaxi, Mamão, Moranga, Erva Mate, Aipim, Batata Doce, algumas Pimentas entre outros vegetais incríveis, costumeiramente comercializados que podem nos proporcionar saúde, sabores e aromas fantásticos. Porém ainda há outros pouco conhecidos, são as chamadas PANCs Plantas Alimentícias Não Convencionais. Podemos citar a Taioba, Beldroega, Dente de Leão e inúmeras outras que por vezes nascem no “matinho” da calçada e nem se quer as percebemos ali.

Em algumas semanas aqui no nosso blog, teremos uma postagem todinha pra elas, com dicas de cultivo, alimentação e curiosidades.

Os caminhos percorridos por nossa espécie ao longo da evolução biológica permitem uma ampla diversidade de possibilidades alimentícias, o que precisamos, é de um pouquinho de conhecimento e um montão de curiosidade, para sairmos do tradicional e explorarmos todo esse mundo de sabores que há em nossa volta.

Atreva-se, descubra, experimente novos sabores, saia da caixa e bons cultivos!

7 Passos para reciclar nutrientes e produzir adubo orgânico.

Você sabia que é possível transformar parte do “lixo” que você produz em comida?

neonbrand-441844-unsplashA emissão de resíduos sólidos é um dos maiores problemas ambientais do planeta. São poucos os países que sabem dar uma destinação correta para o “lixo” que sua população produz e infelizmente o Brasil não é um deles.

Levando em consideração que as ações públicas são ineficazes, o Quintal Urbano propõe que cada um faça sua parte, transformando “lixo” em comida!

Mas peraí!

Que coisa mais nojenta, vocês querem que eu coma “lixo”?

Écaaaaa!!!

Hehehehe… calma aí gente, não é bem isso que estamos falando!

Queremos que sua comida, ou melhor, que as plantas da sua horta, que serão sua comida, comam “lixo”. E também não é qualquer tipo de “lixo” (por isso as aspas).

Acreditamos que a vida é constituída por relações e teias complexas nas quais as substâncias essenciais para ela transitam em ciclos, passando das plantas para os animais e destes para o esterco, para as bactérias do solo e de volta às plantas, que serão nosso alimento.

Boa parte dos resíduos que produzimos podem ser transformados em adubo (nutrientes) para hortas e jardins e de quebra, diminuir muito a quantidade de dejetos que emitimos para a responsabilidade do governo.

Para isso você precisará basicamente de três coisas, a primeira é melhorar as relações entre você e sua lixeira, transformando ela num deposito de vida, selecionando resíduo reciclável, resíduo não reciclável e resíduo compostável (o qual nos interessa hoje).

A segunda é ter uma composteira, abaixo faremos um passo a passo para o desenvolvimento de dois tipos diferentes.

E a terceira é produzir alguns dos alimentos que consome em uma horta, seja na sua casa, apartamento, condomínio, escola ou restaurante, se quiser, nos do Quintal Urbano ajudaremos você!

Passo a passo para duas formas super legais de desenvolver uma composteira:

Composteira no solo (ambientes externos):

  1. Cave um buraco com profundidade de aproximadamente 50cm. Seu buraco pode ser redondo, quadrado, retangular, tanto faz. O importante é que permita o deposito ideal para a quantidade de resíduos que você produz ao longo de pelo menos três meses.
  2. É importante que este buraco fique à sombra ou pelo menos pegue o mínimo possível de sol. O calor excessivo espanta pequenos organismos fundamentais para o processo da compostagem.
  3. Neste buraco você ira depositar todos os resíduos orgânicos compostáveis que produz. Ali vai: cascas e restos de vegetais crus, erva mate, borra de café (inclusive o coador de papel), sachês de chá, casca de ovos, resíduos de jardinagem (grama, folhas, galhos). É muito importante não depositar alimentos, temperados com sal, industrializados e restos de animais (exceto ovos).
  4. Para evitar mau cheiro, atração de animais como ratos e baratas, manter bons níveis de umidade e obter um adubo de boa qualidade com quantidades ideais de elementos como carbono e nitrogênio sugerimos que alterne uma camada de aproximadamente 5cm de resíduos com uma camada de aproximadamente 1cm de serragem de madeira não tratada ou palha de grama. Depois novamente 5cm de resíduos e uma camada de aproximadamente 1cm de terra preta. Você repetirá este processo até preencher todo o volume da sua composteira, é importante que a última camada seja de serragem, palha de grama ou terra, para que seu composto possa repousar durante o período de decomposição de forma higiênica.
  5. Você também pode adicionar algumas minhocas, assim além de acelerar o processo, ira obter húmus (nutriente obtido a partir da digestão das minhocas).
  6. O tempo de decomposição para a formação do adubo é relativo a fatores ambientais como umidade, temperatura e composição do solo. Porém ele estará pronto para o uso, quando estiver formando uma massa homogênea e fina. É provável que os estratos mais profundos estejam pronto primeiro.
  7. Assim que você perceber as características descritas acima, seu composto orgânico pode ser peneirado, para retirar partículas não decompostas, e utilizado na composição do substrato de plantio da sua horta.

Composteira reaproveitando bamboas de água de 20l (ambientes internos):

  1. Separe duas bambonas de água de 20l (aquelas azuis de plástico que adaptamos a bebedouros).
  2. Retire a parte curva que forma o arco superior de ambas com uma serra, transformando-as em um grande copo.
  3. Em uma delas faça pequenos furos de aproximadamente 5mm (pode ser uns 10) na superfície inferior para que o chorume (liquido residual da compostagem) possa ser drenado.
  4. Encaixe a bambona furada, com os furos para baixo, na parte aberta da bambona sem os furos. O liquido será drenado da bambona superior para a bambona inferior onde será armazenado. Toda vez que você desejar retirar o chorume basta desencaixar as duas partes.
  5. É importante salientar que este líquido é rico em nutrientes e pode ser misturado ao seu substrato de plantio, assim como o composto sólido que será produzido na composteira.
  6. Sobre os tipos de resíduos a serem depositados, as respectivas camadas e o tempo de decomposição são idênticos ao processo anterior descrito acima para composteira no solo.
  7. Além de bambonas você também pode adaptar caixas ou tonéis plásticos fica a critério do seu gosto e criatividade.

O mais importante é contribuirmos para um ambiente e uma sociedade mais saudável, reduzindo a quantidade de resíduos emitidos, além de adquirirmos hábitos mais saudáveis, como por exemplo, o de cultivar uma pequena horta dentro de casa e produzir parte do seu próprio alimento.

Que você tenha um nutritivo composto orgânico e bons cultivos!

Sim, é possível cultivar vegetais sem agrotóxicos!

No Brasil, o uso de agrotóxicos é uma prática comum no cultivo de vegetais. Nosso país lidera o ranking como o que mais usa adubos, fertilizantes ou defensivos agrícolas tóxicos a saúde humana e do meio ambiente. Dentre os vegetais com maior concentração de veneno lideram Morango, Tomate e Pimentão.farsai-c-317437Inclusive aqui são usadas substancias que em outros países são rigorosamente fiscalizadas e proibidas. Há muito tempo países como Dinamarca, Noruega e Nova Zelândia baniram das lavouras diversos tipos de produtos químicos, justamente por reconhecerem os danos que causam.

Em primeiro lugar é importante salientar que o termo “agrotóxicos” é um guarda-chuva que abrange vários tipos de produtos químicos industrializados de uso agrícola, e, que são considerados nocivos. Hoje falaremos apenas sobre os defensivos, que podem servir para proteger plantações de vírus, bactérias, fungos, ervas competidoras ou animais como pequenos artrópodes e moluscos, defendem contra a ação de seres vivos!

É justamente aí que mora o problema!

A Evolução nos mostra através da Seleção Natural que a utilização de veneno químico para combater pequenos organismos, pode selecionar organismos mais resistentes. Com isso, a indústria química precisa periodicamente de compostos também mais fortes, fator de lucratividade para ela, visto que o produtor rural dependerá da compra desses compostos para manter sua plantação.

Outro problema se deve ao fato destes compostos, infelizmente, não agirem apenas no alvo, mas em toda uma cadeia complexa de organismos e ambientes. Em biologia, chamamos isso de biomagnificação e bioacumulação, pois, as moléculas se diluem nos ecossistemas e atingem diversos níveis tróficos.

O uso de agrotóxicos, de certa forma, transborda a contaminação do local ,e, por contaminar o solo, as águas, a atmosfera, visto que a maioria dessas moléculas são voláteis, contamina também ambientes distantes da lavoura.

É importante dizer que a lista de doenças humanas associadas ao uso de agrotóxicos é cada vez maior. A cada ano estudos de diversos centros de pesquisa do mundo comprovam a associação entre tais substancias e distúrbios ao sistema nervos, endócrino, cutâneo, respiratório, digestório… Seja para quem está trabalhando na lavoura produzindo nossa comida, ou, para nós que consumimos litros e litros de veneno à nossa mesa.

Justamente pensando e se preocupando com tudo isso, que o Quintal Urbano se manifesta rigorosamente contra o uso dessas substancias. Todavia, acreditamos que não basta olhar para o problema sem buscar soluções, por isso elencamos abaixo técnicas agroecológicas que de forma saudável podem substituir o uso de agrotóxicos seja em grandes plantações, seja na hortinha da sua sacada.

Extrato do alho branco: tem ação fungicida, bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, brocas e cochonilhas.

Ingredientes:

  • 1kg de alho
  • 5 litros de água
  • 100g de sabão
  • 20 colheres (de café) de óleo mineral

Preparo:

Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolva 100 gramas de sabão picado em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura com 20 partes de água. Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro nos produtos agrícolas.

Chá de Arruda: eficaz contra Pulgões.

Ingredientes:

  • Folhas de Arruda
  • Água

Preparo:

Ferva a folhas de Arruda por 5 minutos, espere esfriar e pulverize sobre a plantação.

 Cinza vegetal: combate lagartas.

Ingredientes:

  • 1kg de cinza vegetal
  • 1kg de cal
  • 100 litros de água

Preparo:

Repouse a cinza na água por 24 horas, coe em seguida. Misture a cal virgem hidratada e pulverize.

*A adição de soro de leite (1 a 2%) na mistura de cinza com água pode favorecer o seu efeito no combate contra pragas e moléstias.

Infusão de Cravina Tagetes erecta: afasta pequenos artrópodes.

Ingredientes:

  • 1 l de álcool
  • 15 l de água
  • 200 g das flores e folhas maceradas

Preparo:

Macere folhas e flores e coloque em álcool diluído em água por 12 horas. Pulverize sobre as plantas.

Extrato de Fumo e Pimenta Malagueta: afasta lagartas.

Ingredientes:

  • 50g de fumo picado
  • Pimenta malagueta
  • 11 litros de água
  • 1 recipiente (1litro)

Preparo:

Numa garrafa misture o fumo de corda picado e um punhado de pimenta malagueta. Complete com 1 litro de água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize o extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas.

Alguns cultivares podem ser apenas plantados na horta que o efeito será fantástico, são eles:

Hortelã, Tomilho, Cravina, Arruda, Alecrim, Calêndula, Pimenta, Manjericão, Manjerona, Alho, Cebolinha.

Viu, como é possível um mundo sem veneno!

Além das dicas acima, é importante respeitar a sazonalidade e as características de cada cultivar, o clima da sua região, o manejo adequado do solo, a rotatividade e o consorcio de cultivares olhando para a plantação como um ecossistema de relações complexas entres diversos tipos de organismos.

Pois se o problema é a Lagarta, plante passarinhos!

Fiquem atentos ao nosso blog que a próxima postagem falará sobre nutrientes, adubos e preparo de composto orgânico em composteiras.

Bons cultivos!

Uma reflexão sobre consumo e biodiversidade.

A forma como nossa sociedade consome afeta diretamente a biodiversidade, o meio ambiente e logo, as nossas vidas. No texto dessa semana iremos propor pequenas reflexões que podem fazer toda a diferença na hora em que compramos as coisas.

Pequenas reflexões, mas gigantescas atitudes que quando tomadas pela grande massa podem inclusive mudar o destino da humanidade frente a preservação da vida. rob-mulally-123849Sabemos que a relação da nossa espécie com o meio onde habita e os demais seres vivos é muito antiga. Também é antiga a utilização dos recursos naturais que este meio nos prove. Extraímos matéria prima para desenvolver os mais variados produtos a partir dele, seja diretamente da biodiversidade ou dos recursos minerais que constituem o próprio planeta.

Esse tipo de comportamento coloca nossa espécie como uma das principais causas da sexta grande extinção em massa dos últimos 600 milhões de anos. Pois, a perda de biodiversidade decorrente das atividades humanas configura-se, hoje, no que provavelmente seja o mais severo de todos os eventos dessa magnitude.

Mais intenso até do que aquele famoso, que extinguiu os dinossauros com a queda do tal meteoro!

O conhecimento sobre a biota ampliou-se consideravelmente na medida em que o ser humano desenvolveu tecnologias e se tornou capaz de atingir os ambientes mais remotos do planeta, que vão do topo de montanhas à regiões abissais nos oceanos. O paradoxal é que ao passo em que uma fração da biodiversidade vai sendo desvendada, como nesses ambientes antes desconhecidos, uma quantidade inestimável vai sendo perdida, antes mesmo de se tornar conhecida.

O comportamento humano em relação aos demais seres vivos o coloca no topo de uma pirâmide hierárquica de poder. Deixando assim de se colocar e reconhecer como parte de um todo amplo e complexo.

A agroecologia nos ensina que a vida é um conjunto de teias complexas nas quais as substâncias essenciais para qualquer ser vivo transitam em ciclos, como por exemplo, passando das plantas para os animais e destes para o esterco, para as bactérias do solo e de volta às plantas, que serão novamente alimento dos animais. Denominamos a transferência destes recursos de fluxo de energia.

Assim, quando um determinado grupo exaure determinados recursos, quando o fluxo de energia natural é prejudicado, prejudicando os demais grupos, ou até mesmo o seu próprio grupo, entende-se que o ambiente está em desequilíbrio, podendo prejudicar a vida naquele ecossistema.

As atitudes humanas  são dotadas de um peso regrado pela sua própria autonomia, repensa-las se torna fundamental para nosso desenvolvimento neste planeta.

É justamente neste repensar, que questões importantes surgem. Sobretudo as que indagam a forma como consumimos as coisas, dos alimentos às roupas, aos aparelhos eletrônicos, aos objetos decorativos de nossa casa. Seja lá o que for tudo possui uma matéria prima que em algum momento foi parte de algum ecossistema. Além disso, absolutamente tudo, na visão cíclica da vida, mais cedo ou mais tarde retornará a algum ecossistema.

O Quintal Urbano provoca você a fazer uma reflexão sempre que for comprar alguma coisa, perguntando-se:

  • Você realmente precisa disso?
  • Você pode pagar por isso?
  • Você sabe a origem desse produto e para onde ele vai depois?
  • Você acha que essa compra pode prejudicar outras pessoas?
  • Você acha que essa compra pode prejudicar o planeta?

Obtendo essas respostas você poderá concluir se vale à pena ou não adquirir o produto que tem interesse. Aí, é só tomar a decisão que lhe deixará em maior conforto com a sua própria consciência.

Espero que seja aquela que mantenha o mundo repleto de Figueiras, Borboletas, Ipês, Sabiás, Jacarandás, Minhocas, Margaridas e Grilos! Repleto de vida!

Consuma com amor e bons cultivos!