Planos para a primavera?

A Engenheira Agrônoma Vânia Chassot manda algumas dicas de palestras e workshops que vai ministrar pra comemorar a chegada da estação mais colorida e perfumada do ano. Confere abaixo:

15/09 (9h) – Oficina Cultivo de Hortas
Local: Floricultura Winge
Porto Alegre / RS
A oficina será dividida em um módulo teórico e outro módulo prático. Os conteúdos a serem bordados são plantio, cuidados e manejo de hortas em pequenos espaços. Cada participante irá plantar e levar para casa a sua própria hortinha com temperos e hortaliças.

30/09 (10h) – Toda Muda Muda Tudo
Local: Festival da Primavera
Nova Petrópolis/RS
A oficina é gratuita e tratará das especificidades das plantas, o que as tornam únicas e diferentes. Serão abordados os cuidados e o potencial de uso das espécies.

30/09 (11h) – Urban Jungle
Local: Festival da Primavera
Nova Petrópolis/RS
A oficina é gratuita e apresentará um conceito que é super tendência de paisagismo e decoração de interiores, com plantas rústicas e de fácil manejo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Você sabe qual é a origem geográfica do vegetal que come?

Boa parte dos vegetais que são produzidos no Brasil não são originais daqui!

Mesmo o Brasil tendo a maior biodiversidade do mundo, com 55 mil espécies de plantas descritas, correspondendo a aproximadamente 22% das 250 mil reconhecidas no planeta, a maioria das frutas, hortaliças, grãos, temperos e chás que são produzidos no seu território não são nativos.

Nem mesmo os queridinhos do brasileiro como Banana, Coco e até mesmo nosso tão tradicional Café tem origem por estes pagos. São plantas domesticadas cujo ancestral selvagem pertence a outros países. Estas plantas foram retiradas de seu ambiente nativo e cultivadas em diversas regiões do planeta assim como inúmeras outras.

No mapa apresentado pelo International Center for Tropical Agriculture, podemos ter uma ampla ideia da quantidade de vegetais exóticos que comemos no diariamente.

origin-species-world-mapO Quintal Urbano é um profundo apreciador da gastronomia internacional, sobretudo quando o assunto é alimentação saudável. Explorar sabores, aromas, cores e texturas ao nosso prato e horta nos proporcionam sensações incríveis. Porém boa parte dessa experiência pode ser concebida a partir de produtos de origem geográfica local e garantimos pra você, o Brasil tem muita coisa boa!

Do tradicional Pinhão nativo do Sul ao Açaí nativo do Norte, daqui também tem origem o Abacaxi, Mamão, Moranga, Erva Mate, Aipim, Batata Doce, algumas Pimentas entre outros vegetais incríveis, costumeiramente comercializados que podem nos proporcionar saúde, sabores e aromas fantásticos. Porém ainda há outros pouco conhecidos, são as chamadas PANCs Plantas Alimentícias Não Convencionais. Podemos citar a Taioba, Beldroega, Dente de Leão e inúmeras outras que por vezes nascem no “matinho” da calçada e nem se quer as percebemos ali.

Em algumas semanas aqui no nosso blog, teremos uma postagem todinha pra elas, com dicas de cultivo, alimentação e curiosidades.

Os caminhos percorridos por nossa espécie ao longo da evolução biológica permitem uma ampla diversidade de possibilidades alimentícias, o que precisamos, é de um pouquinho de conhecimento e um montão de curiosidade, para sairmos do tradicional e explorarmos todo esse mundo de sabores que há em nossa volta.

Atreva-se, descubra, experimente novos sabores, saia da caixa e bons cultivos!

7 Passos para reciclar nutrientes e produzir adubo orgânico.

Você sabia que é possível transformar parte do “lixo” que você produz em comida?

neonbrand-441844-unsplashA emissão de resíduos sólidos é um dos maiores problemas ambientais do planeta. São poucos os países que sabem dar uma destinação correta para o “lixo” que sua população produz e infelizmente o Brasil não é um deles.

Levando em consideração que as ações públicas são ineficazes, o Quintal Urbano propõe que cada um faça sua parte, transformando “lixo” em comida!

Mas peraí!

Que coisa mais nojenta, vocês querem que eu coma “lixo”?

Écaaaaa!!!

Hehehehe… calma aí gente, não é bem isso que estamos falando!

Queremos que sua comida, ou melhor, que as plantas da sua horta, que serão sua comida, comam “lixo”. E também não é qualquer tipo de “lixo” (por isso as aspas).

Acreditamos que a vida é constituída por relações e teias complexas nas quais as substâncias essenciais para ela transitam em ciclos, passando das plantas para os animais e destes para o esterco, para as bactérias do solo e de volta às plantas, que serão nosso alimento.

Boa parte dos resíduos que produzimos podem ser transformados em adubo (nutrientes) para hortas e jardins e de quebra, diminuir muito a quantidade de dejetos que emitimos para a responsabilidade do governo.

Para isso você precisará basicamente de três coisas, a primeira é melhorar as relações entre você e sua lixeira, transformando ela num deposito de vida, selecionando resíduo reciclável, resíduo não reciclável e resíduo compostável (o qual nos interessa hoje).

A segunda é ter uma composteira, abaixo faremos um passo a passo para o desenvolvimento de dois tipos diferentes.

E a terceira é produzir alguns dos alimentos que consome em uma horta, seja na sua casa, apartamento, condomínio, escola ou restaurante, se quiser, nos do Quintal Urbano ajudaremos você!

Passo a passo para duas formas super legais de desenvolver uma composteira:

Composteira no solo (ambientes externos):

  1. Cave um buraco com profundidade de aproximadamente 50cm. Seu buraco pode ser redondo, quadrado, retangular, tanto faz. O importante é que permita o deposito ideal para a quantidade de resíduos que você produz ao longo de pelo menos três meses.
  2. É importante que este buraco fique à sombra ou pelo menos pegue o mínimo possível de sol. O calor excessivo espanta pequenos organismos fundamentais para o processo da compostagem.
  3. Neste buraco você ira depositar todos os resíduos orgânicos compostáveis que produz. Ali vai: cascas e restos de vegetais crus, erva mate, borra de café (inclusive o coador de papel), sachês de chá, casca de ovos, resíduos de jardinagem (grama, folhas, galhos). É muito importante não depositar alimentos, temperados com sal, industrializados e restos de animais (exceto ovos).
  4. Para evitar mau cheiro, atração de animais como ratos e baratas, manter bons níveis de umidade e obter um adubo de boa qualidade com quantidades ideais de elementos como carbono e nitrogênio sugerimos que alterne uma camada de aproximadamente 5cm de resíduos com uma camada de aproximadamente 1cm de serragem de madeira não tratada ou palha de grama. Depois novamente 5cm de resíduos e uma camada de aproximadamente 1cm de terra preta. Você repetirá este processo até preencher todo o volume da sua composteira, é importante que a última camada seja de serragem, palha de grama ou terra, para que seu composto possa repousar durante o período de decomposição de forma higiênica.
  5. Você também pode adicionar algumas minhocas, assim além de acelerar o processo, ira obter húmus (nutriente obtido a partir da digestão das minhocas).
  6. O tempo de decomposição para a formação do adubo é relativo a fatores ambientais como umidade, temperatura e composição do solo. Porém ele estará pronto para o uso, quando estiver formando uma massa homogênea e fina. É provável que os estratos mais profundos estejam pronto primeiro.
  7. Assim que você perceber as características descritas acima, seu composto orgânico pode ser peneirado, para retirar partículas não decompostas, e utilizado na composição do substrato de plantio da sua horta.

Composteira reaproveitando bamboas de água de 20l (ambientes internos):

  1. Separe duas bambonas de água de 20l (aquelas azuis de plástico que adaptamos a bebedouros).
  2. Retire a parte curva que forma o arco superior de ambas com uma serra, transformando-as em um grande copo.
  3. Em uma delas faça pequenos furos de aproximadamente 5mm (pode ser uns 10) na superfície inferior para que o chorume (liquido residual da compostagem) possa ser drenado.
  4. Encaixe a bambona furada, com os furos para baixo, na parte aberta da bambona sem os furos. O liquido será drenado da bambona superior para a bambona inferior onde será armazenado. Toda vez que você desejar retirar o chorume basta desencaixar as duas partes.
  5. É importante salientar que este líquido é rico em nutrientes e pode ser misturado ao seu substrato de plantio, assim como o composto sólido que será produzido na composteira.
  6. Sobre os tipos de resíduos a serem depositados, as respectivas camadas e o tempo de decomposição são idênticos ao processo anterior descrito acima para composteira no solo.
  7. Além de bambonas você também pode adaptar caixas ou tonéis plásticos fica a critério do seu gosto e criatividade.

O mais importante é contribuirmos para um ambiente e uma sociedade mais saudável, reduzindo a quantidade de resíduos emitidos, além de adquirirmos hábitos mais saudáveis, como por exemplo, o de cultivar uma pequena horta dentro de casa e produzir parte do seu próprio alimento.

Que você tenha um nutritivo composto orgânico e bons cultivos!

Sim, é possível cultivar vegetais sem agrotóxicos!

No Brasil, o uso de agrotóxicos é uma prática comum no cultivo de vegetais. Nosso país lidera o ranking como o que mais usa adubos, fertilizantes ou defensivos agrícolas tóxicos a saúde humana e do meio ambiente. Dentre os vegetais com maior concentração de veneno lideram Morango, Tomate e Pimentão.farsai-c-317437Inclusive aqui são usadas substancias que em outros países são rigorosamente fiscalizadas e proibidas. Há muito tempo países como Dinamarca, Noruega e Nova Zelândia baniram das lavouras diversos tipos de produtos químicos, justamente por reconhecerem os danos que causam.

Em primeiro lugar é importante salientar que o termo “agrotóxicos” é um guarda-chuva que abrange vários tipos de produtos químicos industrializados de uso agrícola, e, que são considerados nocivos. Hoje falaremos apenas sobre os defensivos, que podem servir para proteger plantações de vírus, bactérias, fungos, ervas competidoras ou animais como pequenos artrópodes e moluscos, defendem contra a ação de seres vivos!

É justamente aí que mora o problema!

A Evolução nos mostra através da Seleção Natural que a utilização de veneno químico para combater pequenos organismos, pode selecionar organismos mais resistentes. Com isso, a indústria química precisa periodicamente de compostos também mais fortes, fator de lucratividade para ela, visto que o produtor rural dependerá da compra desses compostos para manter sua plantação.

Outro problema se deve ao fato destes compostos, infelizmente, não agirem apenas no alvo, mas em toda uma cadeia complexa de organismos e ambientes. Em biologia, chamamos isso de biomagnificação e bioacumulação, pois, as moléculas se diluem nos ecossistemas e atingem diversos níveis tróficos.

O uso de agrotóxicos, de certa forma, transborda a contaminação do local ,e, por contaminar o solo, as águas, a atmosfera, visto que a maioria dessas moléculas são voláteis, contamina também ambientes distantes da lavoura.

É importante dizer que a lista de doenças humanas associadas ao uso de agrotóxicos é cada vez maior. A cada ano estudos de diversos centros de pesquisa do mundo comprovam a associação entre tais substancias e distúrbios ao sistema nervos, endócrino, cutâneo, respiratório, digestório… Seja para quem está trabalhando na lavoura produzindo nossa comida, ou, para nós que consumimos litros e litros de veneno à nossa mesa.

Justamente pensando e se preocupando com tudo isso, que o Quintal Urbano se manifesta rigorosamente contra o uso dessas substancias. Todavia, acreditamos que não basta olhar para o problema sem buscar soluções, por isso elencamos abaixo técnicas agroecológicas que de forma saudável podem substituir o uso de agrotóxicos seja em grandes plantações, seja na hortinha da sua sacada.

Extrato do alho branco: tem ação fungicida, bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, brocas e cochonilhas.

Ingredientes:

  • 1kg de alho
  • 5 litros de água
  • 100g de sabão
  • 20 colheres (de café) de óleo mineral

Preparo:

Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolva 100 gramas de sabão picado em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura com 20 partes de água. Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro nos produtos agrícolas.

Chá de Arruda: eficaz contra Pulgões.

Ingredientes:

  • Folhas de Arruda
  • Água

Preparo:

Ferva a folhas de Arruda por 5 minutos, espere esfriar e pulverize sobre a plantação.

 Cinza vegetal: combate lagartas.

Ingredientes:

  • 1kg de cinza vegetal
  • 1kg de cal
  • 100 litros de água

Preparo:

Repouse a cinza na água por 24 horas, coe em seguida. Misture a cal virgem hidratada e pulverize.

*A adição de soro de leite (1 a 2%) na mistura de cinza com água pode favorecer o seu efeito no combate contra pragas e moléstias.

Infusão de Cravina Tagetes erecta: afasta pequenos artrópodes.

Ingredientes:

  • 1 l de álcool
  • 15 l de água
  • 200 g das flores e folhas maceradas

Preparo:

Macere folhas e flores e coloque em álcool diluído em água por 12 horas. Pulverize sobre as plantas.

Extrato de Fumo e Pimenta Malagueta: afasta lagartas.

Ingredientes:

  • 50g de fumo picado
  • Pimenta malagueta
  • 11 litros de água
  • 1 recipiente (1litro)

Preparo:

Numa garrafa misture o fumo de corda picado e um punhado de pimenta malagueta. Complete com 1 litro de água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize o extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas.

Alguns cultivares podem ser apenas plantados na horta que o efeito será fantástico, são eles:

Hortelã, Tomilho, Cravina, Arruda, Alecrim, Calêndula, Pimenta, Manjericão, Manjerona, Alho, Cebolinha.

Viu, como é possível um mundo sem veneno!

Além das dicas acima, é importante respeitar a sazonalidade e as características de cada cultivar, o clima da sua região, o manejo adequado do solo, a rotatividade e o consorcio de cultivares olhando para a plantação como um ecossistema de relações complexas entres diversos tipos de organismos.

Pois se o problema é a Lagarta, plante passarinhos!

Fiquem atentos ao nosso blog que a próxima postagem falará sobre nutrientes, adubos e preparo de composto orgânico em composteiras.

Bons cultivos!

Cultivando Hortelã, do semeio á colheita.

Aprenda a cultivar sua Hortelã e tenha um verão refrescante!

Sabe aquele amigo espaçoso que mesmo dentro de um fusquinha lotado parece que está super confortável todo espalhado assistindo TV no sofá de casa? Ou aquele outro que durante uma refeição come com os braços abertos dando cotoveladas em quem estiver ao seu lado?

Pois é, pode apelidá-lo de “Amigo Hortelã”!

A Hortelã toma conta de todos os espaços da sua horta, com um sistema de raízes super eficiente, ela consegue se desenvolver por baixo do solo e brotar ramos em pontos bem distantes de onde você plantou. É por isso que a primeira dica para você ter uma horta linda e não deixar que sua Hortelã compre briga com mais ninguém no canteiro é justamente sobre o local de plantio.

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Você deve dar espaço a nossa amiga e plantá-la isoladamente de outras plantas ou caso você tenha bastante espaço, plante-a bem distante das demais. Assim, você permite tanto a ela, como a outras, recursos hídricos e nutricionais sem que ocorra competição.

Outra dica importante é  cultivar Hortelã a partir de mudas, pois cultivá-la desde a semente é um pouco difícil, sobretudo quando comparando com outras plantas. Contudo, tanto o plantio por semeio, como por mudas pode ser feito o ano todo.

Caso opte pela muda, uma forma bem fácil de obtê-la é arrancando um pequeno ramo (galho com folhas) e deixando o caule submerso à água, dentro de um copo por exemplo, por alguns dias. Você observará que pequenas raízes irão surgir na parte submersa, quando isso acontecer você poderá passá-la ao solo.

Cuide apenas para que durante o período no copo as folhas não fiquem em contato direto com a água. Além disso, escolha um copo que não seja transparente, pois a ausência de luz nessa região ajuda no processo.

Já quando for passá-la para o solo, para um vaso ou diretamente no solo, encontre um ambiente que tenha bastante incidência de luz solar, o ideal é que tenha pelo menos 6 horas diárias. Porém, caso a temperatura esteja muito quente, você utilize deve pensar em usar algo que faça sombra, mas que permita a passagem de luz sem o excesso de calor(como um sombrite).

A rega deve ser frequente, procure manter o solo sempre úmido, mas sem formar poças. É ideal que em dias frescos você regue pelo menos dia sim dia não, e diariamente em dias mais quentes. Busque regar em momentos que não aja sol direto nas folhas sempre cedo da manhã, fim de tarde ou noite.

Caso você não a consuma com muita frequência é importante que realize podas periódicas. Utilize uma tesoura apropriada e desbaste os ramos maiores, desta forma você estimulará o crescimento da sua planta obtendo folhas mais largas e com aroma mais intenso. Inclusive, estes ramos removidos podem originar novas mudas para presentear pessoas queridas ou ampliar a sua própria horta!

Essas foram nossas dicas para o cultivo de Hortelã, caso tenha alguma duvida não hesite em nos procurar, ficaremos felizes em ajudar!

Que você tenha um verão refrescado pela Hortelã e bons cultivos!

A Cultivar de dezembro promete refrescar o seu verão!

Basta passar a mão e pronto! Terá na sua palma o perfume mais refrescante da horta.

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Com aroma inconfundível a Hortelã tem o poder de transformar calor em frescor.

Erva nativa de regiões temperadas da bacia do Mediterrâneo e Ásia ocidental a Hortelã pertence ao Gênero Mentha e é conhecida por seu aroma muito refrescante. Esta plantinha tem esta fantástica característica por possuir uma substancia chamada de Mentol. Famosa nos cremes dentais ela tem a capacidade de estimular os “nervos de frio” do nosso corpo e logo, causar tal sensação.

É como se nosso cérebro interpretasse que a temperatura do ambiente está baixando!

Dos vários tipos de hortelãs aclimatadas no Brasil, todas são originárias da Europa e atualmente encontram-se em todos os Estado do nosso país.

Famosa na gastronomia mundial pelo seu sabor intenso em pratos como o árabe Tabule ou acompanhando um belo Pernil de Porco é também conhecida por seus princípios medicinais, sobretudo no poder digestivo. Nada mal para quem preferiu a opção do Pernil né?

No entanto o que poucas pessoas sabem é que a Hortelã é uma poderosa repelente de insetos. Podendo ser usada tanto na sua horta para afugentar predadores como dentro de casa no combate a mosquitos e moscas.

Conta a mitologia Grega que Hades, deus do submundo, casado com Perséfone, tinha como amante a ninfa Mentha, até que Demeter, mãe da ciumenta Perséfone, descobre o caso e conta para a filha. Esta teria surrado Mentha ao ponto dela desintegrar-se, e de seus restos a deusa teria criado a planta Menta parente próxima da Hortelã.

Coincidência ou não com o tal barraco que acabou na surra da coitada da deusa, as plantas deste grupo também possuem um forte poder cicatrizante, ao serem maceradas e em forma de pasta utilizadas diretamente sobre feridas e machucados. Esperamos que dessa dica, você nunca precise!

Porém, se você quiser saber mais coisas sobre a Hortelã e continuar refrescando seu verão como dicas de cultivo, receitas e curiosidades super legais fique ligado no nosso blog que nas próximas semanas tem mais.

Bons cultivos!