Alternativas ecológicas para a produção de alimentos.

Você conhece as principais alternativas para produzirmos alimentos saudáveis e ecologicamente viáveis?eddie-kopp-268600

É crescente na sociedade a legião de pessoas que se preocupa com a forma como são produzidos os alimentos que estão sobre a mesa. Além disso, também aumenta o número de pessoas que desenvolve espaços para a produção de seus próprios vegetais alimentícios. Seja em um pequeno sítio ou chácara, até mesmo em casas, apartamentos, condomínios ou áreas públicas como praças e parques. Está surgindo uma nova conexão das pessoas com a comida e logo, com os ambientes e elementos naturais de onde ela vem.

Produzir em casa alguns dos vegetais para seu próprio consumo, de sua família ou comunidade, é talvez, uma das principais alternativas para a construção de um mundo mais saudável tanto humanamente como ambientalmente, e, de uma sociedade que se considere parte fundamental e não apenas mera observadora de uma natureza distante e desconhecida.

Pois complexidade nem sempre é sinônimo de vantagem, encontrar em simples ações como plantar, cultivar, colher e comer hábitos essenciais para a construção de uma vida integral, conectada à natureza e principalmente feliz é uma busca que muitos já fazem. Assim, é importante compreender como funcionam algumas das técnicas para que este processo aconteça da melhor forma possível.

É comum escutarmos falar, seja na televisão, nas redes sociais ou até mesmo em conversas com amigos termos como Agroecologia, Biodinâmica, Agricultura Orgânica, Permacultura, Agrofloresta. Porém, muitas vezes não fazemos ideia do que se trata! Ou que pelo menos exista alguma diferença entre eles.

Sabemos apenas que são técnicas e formas alternativas e ecológicas para produção de alimentos.

A Agroecologia, por exemplo, é considerada uma ciência que leva à junção as mais variadas fontes de estudo, sendo assim multidisciplinar, busca conhecer o funcionamento de agroecossistemas levando em consideração a visão ecológica de produção e vivência. A expressão “agroecologia” possui diferentes conotações, todavia adotamos a que à defini como “um campo de estudo dos agroecossistemas que integra conhecimentos agrônomos, ecológicos, econômicos e sociológicos para a produção de vegetais alimentícios”.

A Agricultura Biodinâmica por sua vez, insere uma questão ético espiritual com o solo, as plantas, os animais e tudo que envolva a agricultura em si. Tecnicamente, o que talvez seja o principal diferencial em relação às demais práticas é o uso de compostos naturais a partir de substâncias altamente diluídas de origem vegetal, mineral e animal. Fomentando forças para revitalizar e instigar o crescimento dos vegetais. Além disso, ela considera a efetuação das práticas agrícolas de acordo com o calendário astral, fugindo de princípios apenas científicos.

Já a Agricultura Orgânica tem por definição, sobretudo, a não utilização de substâncias que afetem negativamente a saúde do ser humano e do meio ambiente, como os fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e sementes transgênicas. E, ao pé da letra, não engloba necessariamente todos os pontos levantados nas demais técnicas. Direciona-se efetivamente a anulação de tais compostos químicos, utilizando apenas recursos orgânicos.

A Permacultura é um sistema holístico para a manutenção e criação de ambientes humanos autossustentáveis e produtivos em conformidade com o meio ambiente, socialmente justos e viáveis financeiramente. Leva em conta não somente técnicas de cultivo de vegetais, mas também de habitação, geração de energia, convívio social e economia. A palavra é formada da combinação dos termos “permanente” e “agricultura”, embora transborde para questões mais amplas.

Por fim o termo Agrofloresta é definido como aquele que usa e ocupa o solo por meio da inserção de plantas lenhosas perenes associadas a plantas herbáceas, arbustivas, arbóreas, cultivos agrícolas e forrageiras numa mesma área, com especificidades espaciais e temporais, com grande diversidade de espécies e de interações ecológicas. Buscando desta forma a produção de alimentos em ambientes mais próximos do nativo.

Estas são apenas algumas das técnicas de produção de alimentos que buscam caminhos saudáveis seja para a saúde humana, ou dos demais seres que coabitam o planeta conosco. Refletir hábitos, repensar processos, compreender sobre os reflexos das nossas ações perante a vida são questões fundamentais para o desenvolvimento pleno da nossa sociedade.

Esperamos que sabendo da existência de tais alternativas e possibilidades, você possa também optar por aquelas que permitam a você cultivar uma vida feliz e saudável.

Bons cultivos!

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Cultivando Hortelã, do semeio á colheita.

Aprenda a cultivar sua Hortelã e tenha um verão refrescante!

Sabe aquele amigo espaçoso que mesmo dentro de um fusquinha lotado parece que está super confortável todo espalhado assistindo TV no sofá de casa? Ou aquele outro que durante uma refeição come com os braços abertos dando cotoveladas em quem estiver ao seu lado?

Pois é, pode apelidá-lo de “Amigo Hortelã”!

A Hortelã toma conta de todos os espaços da sua horta, com um sistema de raízes super eficiente, ela consegue se desenvolver por baixo do solo e brotar ramos em pontos bem distantes de onde você plantou. É por isso que a primeira dica para você ter uma horta linda e não deixar que sua Hortelã compre briga com mais ninguém no canteiro é justamente sobre o local de plantio.

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Você deve dar espaço a nossa amiga e plantá-la isoladamente de outras plantas ou caso você tenha bastante espaço, plante-a bem distante das demais. Assim, você permite tanto a ela, como a outras, recursos hídricos e nutricionais sem que ocorra competição.

Outra dica importante é  cultivar Hortelã a partir de mudas, pois cultivá-la desde a semente é um pouco difícil, sobretudo quando comparando com outras plantas. Contudo, tanto o plantio por semeio, como por mudas pode ser feito o ano todo.

Caso opte pela muda, uma forma bem fácil de obtê-la é arrancando um pequeno ramo (galho com folhas) e deixando o caule submerso à água, dentro de um copo por exemplo, por alguns dias. Você observará que pequenas raízes irão surgir na parte submersa, quando isso acontecer você poderá passá-la ao solo.

Cuide apenas para que durante o período no copo as folhas não fiquem em contato direto com a água. Além disso, escolha um copo que não seja transparente, pois a ausência de luz nessa região ajuda no processo.

Já quando for passá-la para o solo, para um vaso ou diretamente no solo, encontre um ambiente que tenha bastante incidência de luz solar, o ideal é que tenha pelo menos 6 horas diárias. Porém, caso a temperatura esteja muito quente, você utilize deve pensar em usar algo que faça sombra, mas que permita a passagem de luz sem o excesso de calor(como um sombrite).

A rega deve ser frequente, procure manter o solo sempre úmido, mas sem formar poças. É ideal que em dias frescos você regue pelo menos dia sim dia não, e diariamente em dias mais quentes. Busque regar em momentos que não aja sol direto nas folhas sempre cedo da manhã, fim de tarde ou noite.

Caso você não a consuma com muita frequência é importante que realize podas periódicas. Utilize uma tesoura apropriada e desbaste os ramos maiores, desta forma você estimulará o crescimento da sua planta obtendo folhas mais largas e com aroma mais intenso. Inclusive, estes ramos removidos podem originar novas mudas para presentear pessoas queridas ou ampliar a sua própria horta!

Essas foram nossas dicas para o cultivo de Hortelã, caso tenha alguma duvida não hesite em nos procurar, ficaremos felizes em ajudar!

Que você tenha um verão refrescado pela Hortelã e bons cultivos!

A Cultivar de dezembro promete refrescar o seu verão!

Basta passar a mão e pronto! Terá na sua palma o perfume mais refrescante da horta.

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Com aroma inconfundível a Hortelã tem o poder de transformar calor em frescor.

Erva nativa de regiões temperadas da bacia do Mediterrâneo e Ásia ocidental a Hortelã pertence ao Gênero Mentha e é conhecida por seu aroma muito refrescante. Esta plantinha tem esta fantástica característica por possuir uma substancia chamada de Mentol. Famosa nos cremes dentais ela tem a capacidade de estimular os “nervos de frio” do nosso corpo e logo, causar tal sensação.

É como se nosso cérebro interpretasse que a temperatura do ambiente está baixando!

Dos vários tipos de hortelãs aclimatadas no Brasil, todas são originárias da Europa e atualmente encontram-se em todos os Estado do nosso país.

Famosa na gastronomia mundial pelo seu sabor intenso em pratos como o árabe Tabule ou acompanhando um belo Pernil de Porco é também conhecida por seus princípios medicinais, sobretudo no poder digestivo. Nada mal para quem preferiu a opção do Pernil né?

No entanto o que poucas pessoas sabem é que a Hortelã é uma poderosa repelente de insetos. Podendo ser usada tanto na sua horta para afugentar predadores como dentro de casa no combate a mosquitos e moscas.

Conta a mitologia Grega que Hades, deus do submundo, casado com Perséfone, tinha como amante a ninfa Mentha, até que Demeter, mãe da ciumenta Perséfone, descobre o caso e conta para a filha. Esta teria surrado Mentha ao ponto dela desintegrar-se, e de seus restos a deusa teria criado a planta Menta parente próxima da Hortelã.

Coincidência ou não com o tal barraco que acabou na surra da coitada da deusa, as plantas deste grupo também possuem um forte poder cicatrizante, ao serem maceradas e em forma de pasta utilizadas diretamente sobre feridas e machucados. Esperamos que dessa dica, você nunca precise!

Porém, se você quiser saber mais coisas sobre a Hortelã e continuar refrescando seu verão como dicas de cultivo, receitas e curiosidades super legais fique ligado no nosso blog que nas próximas semanas tem mais.

Bons cultivos!

Aprenda a fazer um delicioso e saudável Ketchup!

Você já se perguntou como é feito um molho Ketchup? Ou quais ingredientes vão nele além do Tomate?

Infelizmente, se ldennis-klein-129931ermos a maioria dos rótulos dos Ketchups que compramos nos supermercados veremos duas palavras que não são muito bem explicadas ali, os condimentos e conservantes. Elas fazem referência a uma série de compostos químicos sintéticos ou em outras palavras não encontrados na natureza.

Dessa forma, aquelas letrinhas e números esquisitos (INS321, INS211 ou INS621) que mais se parecem com nomes de robôs de filmes de ficção científica e se tornam um grande mistério para a maioria das pessoas, nada mais são do que aditivos artificiais usados para não permitir a manifestação de microrganismos, melhorar a aparência, sabor, textura, etc…

A ciência ainda não definiu muito bem se estas substancias podem fazer algum mal ou estarem associadas a certas doenças. Porém, o que se sabe com certeza é que bem elas não fazem!

Agora me responda uma coisa, se você tiver a opção de consumir algo muito saboroso, com uma aparência fantástica, com a certeza de estar beneficiando a sua saúde e conhecendo todos os ingredientes que está ingerindo, você ainda daria preferência por algo tão desconhecido e duvidoso?

Pensando nisso e lembrando que na semana passada o blog do Quintal Urbano passou dicas certeiras para você cultivar lindos tomates, voltamos nessa semana para propor que você viva sua experiência de cultivo produzindo o seu próprio Ketchup!

Saudável, muito mais saboroso do que aqueles comprados e com a alegria de bons momentos que o ato de cozinhar pode trazer.

Para isso você precisará de:

  • 1,5 kg de tomate de preferência o tipo Italiano e bem maduro
  • 1 cebola
  • 3 dentes de alho
  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 1 colher (chá) de semente de cominho moída
  • 1 colher (chá) de semente de erva-doce
  • 1 colher (chá) de gengibre ralado
  • 1 pitada de cravo-da-índia em pó
  • 3 colheres (chá) de sal
  • ½ xícara (chá) de água
  • ½ xícara (chá) de vinagre de vinho branco
  • ½ xícara (chá) de açúcar mascavo

Após reunir todos os ingredientes, retire a casaca e sementes dos tomates e pique-os. Pique também a cebola e os dentes de alho e refogue-os no azeite até dourarem. Acrescente o semente de cominho moída, a erva-doce, o gengibre, o cravo-da-índia e o sal. Introduza os tomates e a água, misture e deixe cozinhar por mais 20 minutos em fogo baixo ou até reduzir pela metade.

Passando isso, coloque tudo no liquidificador e bata até o molho ficar bem liso. Retorne-o para a panela, coloque o açúcar e o vinagre. Quando ferver baixe bem o fogo deixando cozinhar por mais 10 minutos e mexendo de vez em quando. Ao fim, deixe esfriar em temperatura ambiente, depois passe para geladeira num recipiente esterilizado.

Agora é só degustar o seu delicioso molho Ketchup!

Cozinhar é um ato de amor, liberdade e felicidade. Aproveite bons momentos na cozinha se divertindo e cuidando das pessoas que você mais ama, lembrando que uma delas sempre será você mesmo!

Bons cultivos!

Resgate a criança que habita em você!

Você já reparou na familiaridade que a maioria das crianças, sobretudo as bem pequenas, tem com a natureza?

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Em qualquer espaço, seja um pequeno vaso com terra, um cantinho da calçada com mato, um toco velho à ser virado, um ralo por onde escoa a chuva. Elas vão “fuçar”, mexer, explorar como se estivessem na própria sala de casa.

Isso ocorre porque somos natureza, nascemos natureza. Sem medos, sem nojos, sem receios!

Infelizmente, ao longo da vida somos ensinados ou induzidos a darmos preferências por coisas que aparentemente são “seguras”. Seja ficar sentado no sofá vendo televisão ou jogando vídeo game, mexendo no Tablet, Smartphone ou computador. Mas será que realmente essas opções são seguras?

Para a Sociedade Brasileira de Pediatria não!

Em 2016 ela lançou um manual de orientação baseado em estudos e recomendações internacionais definindo riscos pelo contato indevido com mídias. Os riscos vão de a passividade e sedentarismo pelo tempo de inércia motora, confusão do mundo real em relação ao virtual pela incapacidade cerebral de tais distinções, contato com conteúdos inapropriados e até mesmo cyberbullying levando a sentimentos de ódio e intolerância ao próximo.

Sem falar na falta do contato com agentes microbiológicos que justamente irão auxiliar o nosso sistema imunológico a amadurecer e ser capaz de se manifestar contra possíveis doenças futuras.

Neste documento também é proposta uma escala de idades em relação à quais mídias e quanto tempo cada faixa etária pode ser exposta.

Nele consta que:

  • crianças com menos de dois anos não devem manipular nenhum tipo de aparelho de tecnologia informática;
  • de dois a cinco anos no máximo 1 hora por dia sempre com a presença integral de adultos;
  • dos cinco aos dez a presença pode não ser imediata, porém deve existir o conhecimento do adulto sobre tudo o que a criança tem contato;
  • e só a partir dos dez o uso pode ser de 2 horas diárias, porém, com o estabelecimento de regras bem definidas.

É importante dizer que o prazer da criança em priorizar brincadeiras ao ar livre ou que não façam uso de tecnologias midiáticas é inato. O problema é que pais e mães acabam encontrando justamente nos aparelhos eletrônicos facilidades que outros tipos de brincadeiras não possuem. É fundamental que estes hábitos sejam repensados e que as aptidões, assim como aquelas familiaridades descritas lá no inicio do texto sejam recuperadas.

Inclusive na fase adulta!

Sabemos o quanto é importante que aprendamos e sejamos hábeis no manuseio de tecnologias fundamentais nos dias de hoje. No entanto elas não podem ser excessivas em nossas vidas, não podem roubar nossa essência humana de colocar os pés na terra, de respirar ar puro de ser natureza.

Por isso o Quintal Urbano convida você a recuperar a criança escondida em algum lugar do passado e experimentar brincadeiras ao ar livre e explorar recantos onde a natureza insiste em brotar.

Você já tentou observar a diversidade de pequenos bichinhos que existem em baixo de um tronco que está apodrecendo?  Já olhou de perto as inúmeras plantinhas que nascem espontaneamente nas pequenas aberturas do concreto da sua calçada? Acompanhou os caminhos que a água da chuva faz até chegar num bueiro ou ralo?  Olhou de perto para o besouro colorido que caminha lentamente próximo ao meio fio? Tentou subir naquela árvore frondosa que você vê balançando em dias de vento? Se desafiou tentando explorar o terreno baldio e inabitado do seu vizinho?

Talvez você diga que estejamos propondo coisas perigosas, mas garantimos pra você, seja criança ou adulto, perigoso é passar o final de semana inteiro sentado no sofá!

Por isso mexa-se, encoraje-se a ser criança, permita-se brincar, não se importe com o que os outros vão dizer ou pensar a seu respeito senta na calçada, medite observando a natureza, seja feliz!

Bons cultivos!

Cultive deliciosos Tomates.

Da escolha do espaço à colheita, dicas para o cultivo de lindos Tomates!

Que o tomate é um fruto nativo da região dos Andes e vai bem do molho à salada nós já sabemos. Que ele é extremamente nutritivo e ajuda a prevenir o câncer de próstata também!

Mas o que precisamos saber para ter lindos tomateiros crescendo na nossa casa ou apartamento?

Em primeiro lugar, que o Quintal Urbano pode te ajudar a tornar seu cultivo de Tomates uma diversão prazerosa e muito agradável!

Para que você comece bem seu cultivo, é importante observar o ambiente onde você mora. Uma pergunta que deve ser respondida, é qual a quantidade de luz solar que incide sobre o local?

Pois, para que seus tomates se desenvolvam bem é necessária abundância de sol. Porém, sem calor excessivo. O aconselhável é que sua plantação pegue pelo menos 6 horas de sol ao dia, mas se o calor for muito intenso sugerimos a utilização de sombrites, principalmente nos primeiros dias após a germinação de sementes.

A semeadura deve ocorrer entre os meses de agosto e janeiro, é importante que o solo seja bem adubado e aerado. Mantenha um espaçamento de pelo menos 25 cm entre cada muda, mesmo que você utilize sementes. No caso delas, coloque no máximo 3 em furinhos que você fará no solo, estes não devem ter mais que 0,5 cm de profundidade e devem ser cobertos com terra após o plantio. Caso germinem as 3 sementes plantadas, você deve retirar 2 deixando no local apenas 1 mudinha.

Uma dica importante é realizar a semeadura numa sementeira ou vaso pequeno, pois assim, caso chova no local, as sementes não serão carregadas para outros pontos diferentes de onde foram plantadas. Todavia, caso utilize uma sementeira, transplante para um vaso com pelo menos 20 cm de profundidade ou diretamente para o solo assim que atingirem de 5 à 10 cm de altura.

Logo após o plantio, regue utilizando um borrifador ou um regador de chuveirinho que não permita o excesso de água sobre o local da semeadura. Você deve repetir a rega pelo menos uma vez ao dia, sempre nos momentos do dia sem insolação direta (inicio da manhã ou final da tarde e noite).

A rega pode ser espaçada a cada dois dias quando as plantas estiverem com mais de 5 cm de altura. Quando elas atingir aproximadamente 10 cm de altura utilize tutores ou guias de arames para sustentar o crescimento e evitar que o caule se quebre, principalmente em dias de ventos fortes.

É importante que você saiba que seus tomateiros, sem bem cuidados, podem crescer bastante, alguns podendo atingir 2 metros de altura ou mais. Dessa forma, não economize no tamanho dos tutores e guias.

Ao observar a formação das primeiras flores, caso o seu ambiente possua pouca corrente de vento ou um difícil acesso à polinizadores, é importante que você balance levemente cada planta para que ocorra a polinização. Também é recomendável que todos os ramos de folhas abaixo da altura da floração, ou aqueles que estejam ficando muito grandes, sejam podados rente ao caule principal.

Assim você ira concentrar os nutrientes nos frutos, os tornando mais suculentos, saborosos e nutritivos.

A colheita deve ser realizada logo que você observar os frutos maduros, isso deve ocorrer aproximadamente 90 dias após a semeadura. Você pode utilizar uma tesoura apropriada para podas ou retirar cuidadosamente o fruto girando levemente a haste.

Lembre-se de manter seu solo (substrato) bem nutrido com uma boa quantidade de matéria orgânica, é aconselhável que pelo menos uma vez ao mês seja introduzida uma nova adubação.

Caso tenha alguma duvida, ou dificuldade não hesite em chamar o Quintal Urbano, teremos o maior prazer em ajuda-lo para que seus tomates sejam os mais lindos!

Bons cultivos!

Descubra o mundo verde que existe perto de você.

Provavelmente você já deve ter conhecido os parques e praças que a sua cidade oferece. Porém, não estamos falando daquelas praças onde junta todo mundo no final de semana pra ficar olhando os conhecidos que tem carros, andarem em círculos na volta da quadra. Falamos daquelas que têm árvores, passarinhos, borboletas e nos afastam um pouquinho justamente dos carros e dos barulhos da cidade.

Aqui em Porto Alegre, por exemplo, temos alguns parques no meio da cidade que por serem tão grandes até conseguimos pontos de silêncio e um contato mais profundo com a natureza, como é o caso do Moinhos de Vento e Redenção. A bióloga Jaqueline Lessa Maciel no livro Trilhando os Parques de Porto Alegre (#ficaadica!) oferece sugestões super interessantes para explorarmos os principais parques desta cidade.

Contudo, ainda existe locais onde o contato com a natureza é mais profundo, lá, você não apenas terá contato com qualquer natureza, mas com uma natureza nativa, quase selvagem. A dica são as Unidades de Conservação Ambiental, em Porto Alegre temos cinco, aconselhamos você a conhecer o Parque Natural do Morro do Osso que possui uma vista panorâmica bem legal da cidade ou a Reserva Biológica do Lami onde o contato com o Lago Guaíba pode garantir um Pôr do Sol incrível!

Se você não mora em Porto Alegre, não se preocupe, pode entrar em contato com a Secretaria do Meio Ambiente da sua cidade e descobrir opções similares perto da sua cidade.

Lembrem-se esses locais são refúgios naturais, é nossa obrigação preservá-los!

Nesse país rico em biodiversidade que é o Brasil, sempre haverá um refúgio onde a natureza se preserva e nós, amantes dela, podemos estar em paz para buscar momentos de tranquilidade, colocar os pés na terra e respirar um ar mais leve.

Faça essa experiência, encontre um local assim, retire os calçados, sente-se no chão ou deite-se na grama, feche seus olhos, sinta sua respiração, conecte consigo, com os sons do ambiente, com a temperatura do dia, preste atenção no seu corpo e mente interagindo com o que há em sua volta.

Não se preocupe com o tempo, com quantos minutos ficará ali, apenas fique! Relaxe! Deixe os pensamentos fluírem, irem e virem. Pense em tudo, não pense em nada, apenas exista livremente como uma árvore que balança conduzida pelo vento.

Bons cultivos!