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REGME: Suas plantas hidratadas. Simples assim.

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O REGME nasceu para solucionar um problema que, de acordo com nossas pesquisas, é super comum. Não tem planta que sobreviva sem água. OK, você pensou em um cactus, mas até ele bebe, pouco, mas bebe!

As pessoas viajam e as plantas ficam! Como adaptar a horta ao nosso dia a dia? Como buscar conviver com hortas, pomares, flores em nosso cotidiano independente do espaço e tempo?

Como nosso sonho é ver todo mundo plantando, nossa missão é encontrar soluções para isso. E então o REGME nasceu.

Produzido em PLA (Ácido Poliático), um polímero termoplástico, produzido a partir do ácido láctico fermentado a partir de culturas, no caso do REGME de milho. Ou seja, é biodegradável, reciclável e até mesmo compostável. Em comparação aos plásticos convencionais, que demoram de 500 a 1000 anos para se degradarem, o PLA ganha em disparada, pois sua degradação leva de seis meses a dois anos para acontecer.  Degrada-se em torno de 24 meses enterrado ou em 48  em água, o que é um tempo bem inferior quando comparado às centenas de anos dos outros plásticos.

Simples, adaptável, você pode inventar como usar! Escolha o recipiente de cultivo e “esconda” um REGME entre os vasos com a mangueira conectada a um reservatório a sua escolha. Invente, pire, nos mande o vídeo!

Vai viajar? Conecta o REGME em uma balde! Kkkkk, mas é isso mesmo, salve a planta!

Como nasceu essa ideia

Márcia Carneiro, co-fundadora do Quintal Urbano, e Rodrigo Cunha, ambos Designers de Produto e colegas de faculdade, criaram o REGME, e vem tramando algumas ideias pra automatizar nossa horta caseira.  Vem muita coisa por ai!

O Quintal Urbano vai vender ele pronto pra uso, mas se você for um maker, e tem conhecimento de programação arduino e uma impressora 3D, você mesmo pode fabricar! Isso mesmo, o projeto é OPEN SOURCE, todos os arquivos para produção são disponibilizados: código, arquivo pra impressão e lista de peças.

Como temos certeza que nem todo mundo é um maker, o Quintal Urbano vai vender pronto pra uso no nosso e-commerce brevemente!

Como Funciona

O REGME é um dispositivo que rega as plantas domésticas em ambientes internos de forma automatizada. O dispositivo é bem pequenininho para ficar escondido entre as folhagens. O produto é composto pelo dispositivo (4x3x2cm), 3 válvulas de gotejamento (ou seja, você pode colocar em 3 vasos ao mesmo tempo), mangueira de silicone (bem discreta para ser mimetizada também entre as plantas) e carregador. você vai precisar de um celular, mas não precisa de internet. Isso porque o REGME gera sozinho a sua própria rede wifi. É só encontrar a rede REGME, conectar que o aplicativo aparecerá (sem usar nenhum espaço do seu celular) e você poderá escolher o intervalo, período e potência da bomba de irrigação.

Qual o passo a passo para usar o REGME

Você corta as mangueiras de acordo com a distância dos vasos e instala as válvulas. Coloca o REGME próximo, instala a mangueira que vai puxar a água do reservatório e liga na energia. Você vai precisar de um reservatório de água, e ai entra a customização! Caso use uma garrafa PET por exemplo, você poderá decora-la com cordas, ou pintura, enfim, mil possibilidades. O reservatório pode ser um vaso lindo de vidro, pode ser um jarro de cerâmica retrô, enfim qualquer objeto que acondicione água. Se você for viajar, por exemplo, pluga o REGME em um balde e garanta que as plantas estarão vivas na sua volta. Depois de tudo instalado chegou a hora de calibrar o REGME para as necessidades de suas plantas. Encontre a rede wifi, clique no IP e será direcionado ao aplicativo para escolher o período de irrigação, calibre as válvulas de acordo com a necessidade de cada planta. Pronto, agora é manter o reservatório com água, o ideal é escolher um que aguente no mínimo 7 dias. Para 3 plantinhas (se não forem beberronas como a alface e não for um verão de 30 graus) uma garrafinha de 750ml dá conta do recado. Vá observando e calibrando o REGME conforme a necessidade das suas plantinhas.

Desejamos bons cultivos e boas colheitas pra você!

Breve REGME estará disponível na nossa loja virtual!

As imagens abaixo são da oficina “ME REGA: O universo maker chegou ao quintal” que ocorreu dia 27/06 no evento Plastcolab, realizado pela ABIPLAST, no Iguatemi POA.

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Desejamos bons cultivos e boas colheitas pra você!

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Estaremos na Open Feira de Design!

Estaremos de volta na edição especial da Unisinos da OPEN Feira de Design!

Vem visitar e ver muitos produtos incríveis de muitos designers e suas marcas super bacanas e levar um kit cultivo pra começar a fazer uma hortinha na sua casa.

Te esperamos!

Destaque

Você sabe qual é a origem geográfica do vegetal que come?

Boa parte dos vegetais que são produzidos no Brasil não são originais daqui!

Mesmo o Brasil tendo a maior biodiversidade do mundo, com 55 mil espécies de plantas descritas, correspondendo a aproximadamente 22% das 250 mil reconhecidas no planeta, a maioria das frutas, hortaliças, grãos, temperos e chás que são produzidos no seu território não são nativos.

Nem mesmo os queridinhos do brasileiro como Banana, Coco e até mesmo nosso tão tradicional Café tem origem por estes pagos. São plantas domesticadas cujo ancestral selvagem pertence a outros países. Estas plantas foram retiradas de seu ambiente nativo e cultivadas em diversas regiões do planeta assim como inúmeras outras.

No mapa apresentado pelo International Center for Tropical Agriculture, podemos ter uma ampla ideia da quantidade de vegetais exóticos que comemos no diariamente.

origin-species-world-mapO Quintal Urbano é um profundo apreciador da gastronomia internacional, sobretudo quando o assunto é alimentação saudável. Explorar sabores, aromas, cores e texturas ao nosso prato e horta nos proporcionam sensações incríveis. Porém boa parte dessa experiência pode ser concebida a partir de produtos de origem geográfica local e garantimos pra você, o Brasil tem muita coisa boa!

Do tradicional Pinhão nativo do Sul ao Açaí nativo do Norte, daqui também tem origem o Abacaxi, Mamão, Moranga, Erva Mate, Aipim, Batata Doce, algumas Pimentas entre outros vegetais incríveis, costumeiramente comercializados que podem nos proporcionar saúde, sabores e aromas fantásticos. Porém ainda há outros pouco conhecidos, são as chamadas PANCs Plantas Alimentícias Não Convencionais. Podemos citar a Taioba, Beldroega, Dente de Leão e inúmeras outras que por vezes nascem no “matinho” da calçada e nem se quer as percebemos ali.

Em algumas semanas aqui no nosso blog, teremos uma postagem todinha pra elas, com dicas de cultivo, alimentação e curiosidades.

Os caminhos percorridos por nossa espécie ao longo da evolução biológica permitem uma ampla diversidade de possibilidades alimentícias, o que precisamos, é de um pouquinho de conhecimento e um montão de curiosidade, para sairmos do tradicional e explorarmos todo esse mundo de sabores que há em nossa volta.

Atreva-se, descubra, experimente novos sabores, saia da caixa e bons cultivos!

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7 Passos para reciclar nutrientes e produzir adubo orgânico.

Você sabia que é possível transformar parte do “lixo” que você produz em comida?

neonbrand-441844-unsplashA emissão de resíduos sólidos é um dos maiores problemas ambientais do planeta. São poucos os países que sabem dar uma destinação correta para o “lixo” que sua população produz e infelizmente o Brasil não é um deles.

Levando em consideração que as ações públicas são ineficazes, o Quintal Urbano propõe que cada um faça sua parte, transformando “lixo” em comida!

Mas peraí!

Que coisa mais nojenta, vocês querem que eu coma “lixo”?

Écaaaaa!!!

Hehehehe… calma aí gente, não é bem isso que estamos falando!

Queremos que sua comida, ou melhor, que as plantas da sua horta, que serão sua comida, comam “lixo”. E também não é qualquer tipo de “lixo” (por isso as aspas).

Acreditamos que a vida é constituída por relações e teias complexas nas quais as substâncias essenciais para ela transitam em ciclos, passando das plantas para os animais e destes para o esterco, para as bactérias do solo e de volta às plantas, que serão nosso alimento.

Boa parte dos resíduos que produzimos podem ser transformados em adubo (nutrientes) para hortas e jardins e de quebra, diminuir muito a quantidade de dejetos que emitimos para a responsabilidade do governo.

Para isso você precisará basicamente de três coisas, a primeira é melhorar as relações entre você e sua lixeira, transformando ela num deposito de vida, selecionando resíduo reciclável, resíduo não reciclável e resíduo compostável (o qual nos interessa hoje).

A segunda é ter uma composteira, abaixo faremos um passo a passo para o desenvolvimento de dois tipos diferentes.

E a terceira é produzir alguns dos alimentos que consome em uma horta, seja na sua casa, apartamento, condomínio, escola ou restaurante, se quiser, nos do Quintal Urbano ajudaremos você!

Passo a passo para duas formas super legais de desenvolver uma composteira:

Composteira no solo (ambientes externos):

  1. Cave um buraco com profundidade de aproximadamente 50cm. Seu buraco pode ser redondo, quadrado, retangular, tanto faz. O importante é que permita o deposito ideal para a quantidade de resíduos que você produz ao longo de pelo menos três meses.
  2. É importante que este buraco fique à sombra ou pelo menos pegue o mínimo possível de sol. O calor excessivo espanta pequenos organismos fundamentais para o processo da compostagem.
  3. Neste buraco você ira depositar todos os resíduos orgânicos compostáveis que produz. Ali vai: cascas e restos de vegetais crus, erva mate, borra de café (inclusive o coador de papel), sachês de chá, casca de ovos, resíduos de jardinagem (grama, folhas, galhos). É muito importante não depositar alimentos, temperados com sal, industrializados e restos de animais (exceto ovos).
  4. Para evitar mau cheiro, atração de animais como ratos e baratas, manter bons níveis de umidade e obter um adubo de boa qualidade com quantidades ideais de elementos como carbono e nitrogênio sugerimos que alterne uma camada de aproximadamente 5cm de resíduos com uma camada de aproximadamente 1cm de serragem de madeira não tratada ou palha de grama. Depois novamente 5cm de resíduos e uma camada de aproximadamente 1cm de terra preta. Você repetirá este processo até preencher todo o volume da sua composteira, é importante que a última camada seja de serragem, palha de grama ou terra, para que seu composto possa repousar durante o período de decomposição de forma higiênica.
  5. Você também pode adicionar algumas minhocas, assim além de acelerar o processo, ira obter húmus (nutriente obtido a partir da digestão das minhocas).
  6. O tempo de decomposição para a formação do adubo é relativo a fatores ambientais como umidade, temperatura e composição do solo. Porém ele estará pronto para o uso, quando estiver formando uma massa homogênea e fina. É provável que os estratos mais profundos estejam pronto primeiro.
  7. Assim que você perceber as características descritas acima, seu composto orgânico pode ser peneirado, para retirar partículas não decompostas, e utilizado na composição do substrato de plantio da sua horta.

Composteira reaproveitando bamboas de água de 20l (ambientes internos):

  1. Separe duas bambonas de água de 20l (aquelas azuis de plástico que adaptamos a bebedouros).
  2. Retire a parte curva que forma o arco superior de ambas com uma serra, transformando-as em um grande copo.
  3. Em uma delas faça pequenos furos de aproximadamente 5mm (pode ser uns 10) na superfície inferior para que o chorume (liquido residual da compostagem) possa ser drenado.
  4. Encaixe a bambona furada, com os furos para baixo, na parte aberta da bambona sem os furos. O liquido será drenado da bambona superior para a bambona inferior onde será armazenado. Toda vez que você desejar retirar o chorume basta desencaixar as duas partes.
  5. É importante salientar que este líquido é rico em nutrientes e pode ser misturado ao seu substrato de plantio, assim como o composto sólido que será produzido na composteira.
  6. Sobre os tipos de resíduos a serem depositados, as respectivas camadas e o tempo de decomposição são idênticos ao processo anterior descrito acima para composteira no solo.
  7. Além de bambonas você também pode adaptar caixas ou tonéis plásticos fica a critério do seu gosto e criatividade.

O mais importante é contribuirmos para um ambiente e uma sociedade mais saudável, reduzindo a quantidade de resíduos emitidos, além de adquirirmos hábitos mais saudáveis, como por exemplo, o de cultivar uma pequena horta dentro de casa e produzir parte do seu próprio alimento.

Que você tenha um nutritivo composto orgânico e bons cultivos!

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Sim, é possível cultivar vegetais sem agrotóxicos!

No Brasil, o uso de agrotóxicos é uma prática comum no cultivo de vegetais. Nosso país lidera o ranking como o que mais usa adubos, fertilizantes ou defensivos agrícolas tóxicos a saúde humana e do meio ambiente. Dentre os vegetais com maior concentração de veneno lideram Morango, Tomate e Pimentão.farsai-c-317437Inclusive aqui são usadas substancias que em outros países são rigorosamente fiscalizadas e proibidas. Há muito tempo países como Dinamarca, Noruega e Nova Zelândia baniram das lavouras diversos tipos de produtos químicos, justamente por reconhecerem os danos que causam.

Em primeiro lugar é importante salientar que o termo “agrotóxicos” é um guarda-chuva que abrange vários tipos de produtos químicos industrializados de uso agrícola, e, que são considerados nocivos. Hoje falaremos apenas sobre os defensivos, que podem servir para proteger plantações de vírus, bactérias, fungos, ervas competidoras ou animais como pequenos artrópodes e moluscos, defendem contra a ação de seres vivos!

É justamente aí que mora o problema!

A Evolução nos mostra através da Seleção Natural que a utilização de veneno químico para combater pequenos organismos, pode selecionar organismos mais resistentes. Com isso, a indústria química precisa periodicamente de compostos também mais fortes, fator de lucratividade para ela, visto que o produtor rural dependerá da compra desses compostos para manter sua plantação.

Outro problema se deve ao fato destes compostos, infelizmente, não agirem apenas no alvo, mas em toda uma cadeia complexa de organismos e ambientes. Em biologia, chamamos isso de biomagnificação e bioacumulação, pois, as moléculas se diluem nos ecossistemas e atingem diversos níveis tróficos.

O uso de agrotóxicos, de certa forma, transborda a contaminação do local ,e, por contaminar o solo, as águas, a atmosfera, visto que a maioria dessas moléculas são voláteis, contamina também ambientes distantes da lavoura.

É importante dizer que a lista de doenças humanas associadas ao uso de agrotóxicos é cada vez maior. A cada ano estudos de diversos centros de pesquisa do mundo comprovam a associação entre tais substancias e distúrbios ao sistema nervos, endócrino, cutâneo, respiratório, digestório… Seja para quem está trabalhando na lavoura produzindo nossa comida, ou, para nós que consumimos litros e litros de veneno à nossa mesa.

Justamente pensando e se preocupando com tudo isso, que o Quintal Urbano se manifesta rigorosamente contra o uso dessas substancias. Todavia, acreditamos que não basta olhar para o problema sem buscar soluções, por isso elencamos abaixo técnicas agroecológicas que de forma saudável podem substituir o uso de agrotóxicos seja em grandes plantações, seja na hortinha da sua sacada.

Extrato do alho branco: tem ação fungicida, bactericida e controla insetos nocivos como a lagarta da maçã, pulgão, brocas e cochonilhas.

Ingredientes:

  • 1kg de alho
  • 5 litros de água
  • 100g de sabão
  • 20 colheres (de café) de óleo mineral

Preparo:

Os dentes de alho devem ser finamente moídos e deixados repousar por 24 horas, em 20 colheres de óleo mineral. Em outro vasilhame, dissolva 100 gramas de sabão picado em 5 litros de água, de preferência quente. Após a dissolução do sabão, mistura-se a solução de alho. Antes de usar, é aconselhável filtrar e diluir a mistura com 20 partes de água. Quando pulverizado sobre as plantas depois de 36 horas não deixa cheiro nos produtos agrícolas.

Chá de Arruda: eficaz contra Pulgões.

Ingredientes:

  • Folhas de Arruda
  • Água

Preparo:

Ferva a folhas de Arruda por 5 minutos, espere esfriar e pulverize sobre a plantação.

 Cinza vegetal: combate lagartas.

Ingredientes:

  • 1kg de cinza vegetal
  • 1kg de cal
  • 100 litros de água

Preparo:

Repouse a cinza na água por 24 horas, coe em seguida. Misture a cal virgem hidratada e pulverize.

*A adição de soro de leite (1 a 2%) na mistura de cinza com água pode favorecer o seu efeito no combate contra pragas e moléstias.

Infusão de Cravina Tagetes erecta: afasta pequenos artrópodes.

Ingredientes:

  • 1 l de álcool
  • 15 l de água
  • 200 g das flores e folhas maceradas

Preparo:

Macere folhas e flores e coloque em álcool diluído em água por 12 horas. Pulverize sobre as plantas.

Extrato de Fumo e Pimenta Malagueta: afasta lagartas.

Ingredientes:

  • 50g de fumo picado
  • Pimenta malagueta
  • 11 litros de água
  • 1 recipiente (1litro)

Preparo:

Numa garrafa misture o fumo de corda picado e um punhado de pimenta malagueta. Complete com 1 litro de água e deixe repousar por uma semana. Dilua em 10 litros de água e pulverize o extrato de fumo com pimenta sobre as lagartas.

Alguns cultivares podem ser apenas plantados na horta que o efeito será fantástico, são eles:

Hortelã, Tomilho, Cravina, Arruda, Alecrim, Calêndula, Pimenta, Manjericão, Manjerona, Alho, Cebolinha.

Viu, como é possível um mundo sem veneno!

Além das dicas acima, é importante respeitar a sazonalidade e as características de cada cultivar, o clima da sua região, o manejo adequado do solo, a rotatividade e o consorcio de cultivares olhando para a plantação como um ecossistema de relações complexas entres diversos tipos de organismos.

Pois se o problema é a Lagarta, plante passarinhos!

Fiquem atentos ao nosso blog que a próxima postagem falará sobre nutrientes, adubos e preparo de composto orgânico em composteiras.

Bons cultivos!

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Uma reflexão sobre consumo e biodiversidade.

A forma como nossa sociedade consome afeta diretamente a biodiversidade, o meio ambiente e logo, as nossas vidas. No texto dessa semana iremos propor pequenas reflexões que podem fazer toda a diferença na hora em que compramos as coisas.

Pequenas reflexões, mas gigantescas atitudes que quando tomadas pela grande massa podem inclusive mudar o destino da humanidade frente a preservação da vida. rob-mulally-123849Sabemos que a relação da nossa espécie com o meio onde habita e os demais seres vivos é muito antiga. Também é antiga a utilização dos recursos naturais que este meio nos prove. Extraímos matéria prima para desenvolver os mais variados produtos a partir dele, seja diretamente da biodiversidade ou dos recursos minerais que constituem o próprio planeta.

Esse tipo de comportamento coloca nossa espécie como uma das principais causas da sexta grande extinção em massa dos últimos 600 milhões de anos. Pois, a perda de biodiversidade decorrente das atividades humanas configura-se, hoje, no que provavelmente seja o mais severo de todos os eventos dessa magnitude.

Mais intenso até do que aquele famoso, que extinguiu os dinossauros com a queda do tal meteoro!

O conhecimento sobre a biota ampliou-se consideravelmente na medida em que o ser humano desenvolveu tecnologias e se tornou capaz de atingir os ambientes mais remotos do planeta, que vão do topo de montanhas à regiões abissais nos oceanos. O paradoxal é que ao passo em que uma fração da biodiversidade vai sendo desvendada, como nesses ambientes antes desconhecidos, uma quantidade inestimável vai sendo perdida, antes mesmo de se tornar conhecida.

O comportamento humano em relação aos demais seres vivos o coloca no topo de uma pirâmide hierárquica de poder. Deixando assim de se colocar e reconhecer como parte de um todo amplo e complexo.

A agroecologia nos ensina que a vida é um conjunto de teias complexas nas quais as substâncias essenciais para qualquer ser vivo transitam em ciclos, como por exemplo, passando das plantas para os animais e destes para o esterco, para as bactérias do solo e de volta às plantas, que serão novamente alimento dos animais. Denominamos a transferência destes recursos de fluxo de energia.

Assim, quando um determinado grupo exaure determinados recursos, quando o fluxo de energia natural é prejudicado, prejudicando os demais grupos, ou até mesmo o seu próprio grupo, entende-se que o ambiente está em desequilíbrio, podendo prejudicar a vida naquele ecossistema.

As atitudes humanas  são dotadas de um peso regrado pela sua própria autonomia, repensa-las se torna fundamental para nosso desenvolvimento neste planeta.

É justamente neste repensar, que questões importantes surgem. Sobretudo as que indagam a forma como consumimos as coisas, dos alimentos às roupas, aos aparelhos eletrônicos, aos objetos decorativos de nossa casa. Seja lá o que for tudo possui uma matéria prima que em algum momento foi parte de algum ecossistema. Além disso, absolutamente tudo, na visão cíclica da vida, mais cedo ou mais tarde retornará a algum ecossistema.

O Quintal Urbano provoca você a fazer uma reflexão sempre que for comprar alguma coisa, perguntando-se:

  • Você realmente precisa disso?
  • Você pode pagar por isso?
  • Você sabe a origem desse produto e para onde ele vai depois?
  • Você acha que essa compra pode prejudicar outras pessoas?
  • Você acha que essa compra pode prejudicar o planeta?

Obtendo essas respostas você poderá concluir se vale à pena ou não adquirir o produto que tem interesse. Aí, é só tomar a decisão que lhe deixará em maior conforto com a sua própria consciência.

Espero que seja aquela que mantenha o mundo repleto de Figueiras, Borboletas, Ipês, Sabiás, Jacarandás, Minhocas, Margaridas e Grilos! Repleto de vida!

Consuma com amor e bons cultivos!

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Um Quintal para chamar de seu!

Olhem que bacana essa matéria que o Jornal do Comércio publicou sobre o Quintal urbano! Adoramos!

Um quintal para chamar de seu!

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Alternativas ecológicas para a produção de alimentos.

Você conhece as principais alternativas para produzirmos alimentos saudáveis e ecologicamente viáveis?eddie-kopp-268600

É crescente na sociedade a legião de pessoas que se preocupa com a forma como são produzidos os alimentos que estão sobre a mesa. Além disso, também aumenta o número de pessoas que desenvolve espaços para a produção de seus próprios vegetais alimentícios. Seja em um pequeno sítio ou chácara, até mesmo em casas, apartamentos, condomínios ou áreas públicas como praças e parques. Está surgindo uma nova conexão das pessoas com a comida e logo, com os ambientes e elementos naturais de onde ela vem.

Produzir em casa alguns dos vegetais para seu próprio consumo, de sua família ou comunidade, é talvez, uma das principais alternativas para a construção de um mundo mais saudável tanto humanamente como ambientalmente, e, de uma sociedade que se considere parte fundamental e não apenas mera observadora de uma natureza distante e desconhecida.

Pois complexidade nem sempre é sinônimo de vantagem, encontrar em simples ações como plantar, cultivar, colher e comer hábitos essenciais para a construção de uma vida integral, conectada à natureza e principalmente feliz é uma busca que muitos já fazem. Assim, é importante compreender como funcionam algumas das técnicas para que este processo aconteça da melhor forma possível.

É comum escutarmos falar, seja na televisão, nas redes sociais ou até mesmo em conversas com amigos termos como Agroecologia, Biodinâmica, Agricultura Orgânica, Permacultura, Agrofloresta. Porém, muitas vezes não fazemos ideia do que se trata! Ou que pelo menos exista alguma diferença entre eles.

Sabemos apenas que são técnicas e formas alternativas e ecológicas para produção de alimentos.

A Agroecologia, por exemplo, é considerada uma ciência que leva à junção as mais variadas fontes de estudo, sendo assim multidisciplinar, busca conhecer o funcionamento de agroecossistemas levando em consideração a visão ecológica de produção e vivência. A expressão “agroecologia” possui diferentes conotações, todavia adotamos a que à defini como “um campo de estudo dos agroecossistemas que integra conhecimentos agrônomos, ecológicos, econômicos e sociológicos para a produção de vegetais alimentícios”.

A Agricultura Biodinâmica por sua vez, insere uma questão ético espiritual com o solo, as plantas, os animais e tudo que envolva a agricultura em si. Tecnicamente, o que talvez seja o principal diferencial em relação às demais práticas é o uso de compostos naturais a partir de substâncias altamente diluídas de origem vegetal, mineral e animal. Fomentando forças para revitalizar e instigar o crescimento dos vegetais. Além disso, ela considera a efetuação das práticas agrícolas de acordo com o calendário astral, fugindo de princípios apenas científicos.

Já a Agricultura Orgânica tem por definição, sobretudo, a não utilização de substâncias que afetem negativamente a saúde do ser humano e do meio ambiente, como os fertilizantes sintéticos solúveis, agrotóxicos e sementes transgênicas. E, ao pé da letra, não engloba necessariamente todos os pontos levantados nas demais técnicas. Direciona-se efetivamente a anulação de tais compostos químicos, utilizando apenas recursos orgânicos.

A Permacultura é um sistema holístico para a manutenção e criação de ambientes humanos autossustentáveis e produtivos em conformidade com o meio ambiente, socialmente justos e viáveis financeiramente. Leva em conta não somente técnicas de cultivo de vegetais, mas também de habitação, geração de energia, convívio social e economia. A palavra é formada da combinação dos termos “permanente” e “agricultura”, embora transborde para questões mais amplas.

Por fim o termo Agrofloresta é definido como aquele que usa e ocupa o solo por meio da inserção de plantas lenhosas perenes associadas a plantas herbáceas, arbustivas, arbóreas, cultivos agrícolas e forrageiras numa mesma área, com especificidades espaciais e temporais, com grande diversidade de espécies e de interações ecológicas. Buscando desta forma a produção de alimentos em ambientes mais próximos do nativo.

Estas são apenas algumas das técnicas de produção de alimentos que buscam caminhos saudáveis seja para a saúde humana, ou dos demais seres que coabitam o planeta conosco. Refletir hábitos, repensar processos, compreender sobre os reflexos das nossas ações perante a vida são questões fundamentais para o desenvolvimento pleno da nossa sociedade.

Esperamos que sabendo da existência de tais alternativas e possibilidades, você possa também optar por aquelas que permitam a você cultivar uma vida feliz e saudável.

Bons cultivos!

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Cultivando Hortelã, do semeio á colheita.

Aprenda a cultivar sua Hortelã e tenha um verão refrescante!

Sabe aquele amigo espaçoso que mesmo dentro de um fusquinha lotado parece que está super confortável todo espalhado assistindo TV no sofá de casa? Ou aquele outro que durante uma refeição come com os braços abertos dando cotoveladas em quem estiver ao seu lado?

Pois é, pode apelidá-lo de “Amigo Hortelã”!

A Hortelã toma conta de todos os espaços da sua horta, com um sistema de raízes super eficiente, ela consegue se desenvolver por baixo do solo e brotar ramos em pontos bem distantes de onde você plantou. É por isso que a primeira dica para você ter uma horta linda e não deixar que sua Hortelã compre briga com mais ninguém no canteiro é justamente sobre o local de plantio.

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Você deve dar espaço a nossa amiga e plantá-la isoladamente de outras plantas ou caso você tenha bastante espaço, plante-a bem distante das demais. Assim, você permite tanto a ela, como a outras, recursos hídricos e nutricionais sem que ocorra competição.

Outra dica importante é  cultivar Hortelã a partir de mudas, pois cultivá-la desde a semente é um pouco difícil, sobretudo quando comparando com outras plantas. Contudo, tanto o plantio por semeio, como por mudas pode ser feito o ano todo.

Caso opte pela muda, uma forma bem fácil de obtê-la é arrancando um pequeno ramo (galho com folhas) e deixando o caule submerso à água, dentro de um copo por exemplo, por alguns dias. Você observará que pequenas raízes irão surgir na parte submersa, quando isso acontecer você poderá passá-la ao solo.

Cuide apenas para que durante o período no copo as folhas não fiquem em contato direto com a água. Além disso, escolha um copo que não seja transparente, pois a ausência de luz nessa região ajuda no processo.

Já quando for passá-la para o solo, para um vaso ou diretamente no solo, encontre um ambiente que tenha bastante incidência de luz solar, o ideal é que tenha pelo menos 6 horas diárias. Porém, caso a temperatura esteja muito quente, você utilize deve pensar em usar algo que faça sombra, mas que permita a passagem de luz sem o excesso de calor(como um sombrite).

A rega deve ser frequente, procure manter o solo sempre úmido, mas sem formar poças. É ideal que em dias frescos você regue pelo menos dia sim dia não, e diariamente em dias mais quentes. Busque regar em momentos que não aja sol direto nas folhas sempre cedo da manhã, fim de tarde ou noite.

Caso você não a consuma com muita frequência é importante que realize podas periódicas. Utilize uma tesoura apropriada e desbaste os ramos maiores, desta forma você estimulará o crescimento da sua planta obtendo folhas mais largas e com aroma mais intenso. Inclusive, estes ramos removidos podem originar novas mudas para presentear pessoas queridas ou ampliar a sua própria horta!

Essas foram nossas dicas para o cultivo de Hortelã, caso tenha alguma duvida não hesite em nos procurar, ficaremos felizes em ajudar!

Que você tenha um verão refrescado pela Hortelã e bons cultivos!

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A Cultivar de dezembro promete refrescar o seu verão!

Basta passar a mão e pronto! Terá na sua palma o perfume mais refrescante da horta.

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Com aroma inconfundível a Hortelã tem o poder de transformar calor em frescor.

Erva nativa de regiões temperadas da bacia do Mediterrâneo e Ásia ocidental a Hortelã pertence ao Gênero Mentha e é conhecida por seu aroma muito refrescante. Esta plantinha tem esta fantástica característica por possuir uma substancia chamada de Mentol. Famosa nos cremes dentais ela tem a capacidade de estimular os “nervos de frio” do nosso corpo e logo, causar tal sensação.

É como se nosso cérebro interpretasse que a temperatura do ambiente está baixando!

Dos vários tipos de hortelãs aclimatadas no Brasil, todas são originárias da Europa e atualmente encontram-se em todos os Estado do nosso país.

Famosa na gastronomia mundial pelo seu sabor intenso em pratos como o árabe Tabule ou acompanhando um belo Pernil de Porco é também conhecida por seus princípios medicinais, sobretudo no poder digestivo. Nada mal para quem preferiu a opção do Pernil né?

No entanto o que poucas pessoas sabem é que a Hortelã é uma poderosa repelente de insetos. Podendo ser usada tanto na sua horta para afugentar predadores como dentro de casa no combate a mosquitos e moscas.

Conta a mitologia Grega que Hades, deus do submundo, casado com Perséfone, tinha como amante a ninfa Mentha, até que Demeter, mãe da ciumenta Perséfone, descobre o caso e conta para a filha. Esta teria surrado Mentha ao ponto dela desintegrar-se, e de seus restos a deusa teria criado a planta Menta parente próxima da Hortelã.

Coincidência ou não com o tal barraco que acabou na surra da coitada da deusa, as plantas deste grupo também possuem um forte poder cicatrizante, ao serem maceradas e em forma de pasta utilizadas diretamente sobre feridas e machucados. Esperamos que dessa dica, você nunca precise!

Porém, se você quiser saber mais coisas sobre a Hortelã e continuar refrescando seu verão como dicas de cultivo, receitas e curiosidades super legais fique ligado no nosso blog que nas próximas semanas tem mais.

Bons cultivos!

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Aprenda a fazer um delicioso e saudável Ketchup!

Você já se perguntou como é feito um molho Ketchup? Ou quais ingredientes vão nele além do Tomate?

Infelizmente, se ldennis-klein-129931ermos a maioria dos rótulos dos Ketchups que compramos nos supermercados veremos duas palavras que não são muito bem explicadas ali, os condimentos e conservantes. Elas fazem referência a uma série de compostos químicos sintéticos ou em outras palavras não encontrados na natureza.

Dessa forma, aquelas letrinhas e números esquisitos (INS321, INS211 ou INS621) que mais se parecem com nomes de robôs de filmes de ficção científica e se tornam um grande mistério para a maioria das pessoas, nada mais são do que aditivos artificiais usados para não permitir a manifestação de microrganismos, melhorar a aparência, sabor, textura, etc…

A ciência ainda não definiu muito bem se estas substancias podem fazer algum mal ou estarem associadas a certas doenças. Porém, o que se sabe com certeza é que bem elas não fazem!

Agora me responda uma coisa, se você tiver a opção de consumir algo muito saboroso, com uma aparência fantástica, com a certeza de estar beneficiando a sua saúde e conhecendo todos os ingredientes que está ingerindo, você ainda daria preferência por algo tão desconhecido e duvidoso?

Pensando nisso e lembrando que na semana passada o blog do Quintal Urbano passou dicas certeiras para você cultivar lindos tomates, voltamos nessa semana para propor que você viva sua experiência de cultivo produzindo o seu próprio Ketchup!

Saudável, muito mais saboroso do que aqueles comprados e com a alegria de bons momentos que o ato de cozinhar pode trazer.

Para isso você precisará de:

  • 1,5 kg de tomate de preferência o tipo Italiano e bem maduro
  • 1 cebola
  • 3 dentes de alho
  • 3 colheres (sopa) de azeite
  • 1 colher (chá) de semente de cominho moída
  • 1 colher (chá) de semente de erva-doce
  • 1 colher (chá) de gengibre ralado
  • 1 pitada de cravo-da-índia em pó
  • 3 colheres (chá) de sal
  • ½ xícara (chá) de água
  • ½ xícara (chá) de vinagre de vinho branco
  • ½ xícara (chá) de açúcar mascavo

Após reunir todos os ingredientes, retire a casaca e sementes dos tomates e pique-os. Pique também a cebola e os dentes de alho e refogue-os no azeite até dourarem. Acrescente o semente de cominho moída, a erva-doce, o gengibre, o cravo-da-índia e o sal. Introduza os tomates e a água, misture e deixe cozinhar por mais 20 minutos em fogo baixo ou até reduzir pela metade.

Passando isso, coloque tudo no liquidificador e bata até o molho ficar bem liso. Retorne-o para a panela, coloque o açúcar e o vinagre. Quando ferver baixe bem o fogo deixando cozinhar por mais 10 minutos e mexendo de vez em quando. Ao fim, deixe esfriar em temperatura ambiente, depois passe para geladeira num recipiente esterilizado.

Agora é só degustar o seu delicioso molho Ketchup!

Cozinhar é um ato de amor, liberdade e felicidade. Aproveite bons momentos na cozinha se divertindo e cuidando das pessoas que você mais ama, lembrando que uma delas sempre será você mesmo!

Bons cultivos!

Destaque

Resgate a criança que habita em você!

Você já reparou na familiaridade que a maioria das crianças, sobretudo as bem pequenas, tem com a natureza?

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Em qualquer espaço, seja um pequeno vaso com terra, um cantinho da calçada com mato, um toco velho à ser virado, um ralo por onde escoa a chuva. Elas vão “fuçar”, mexer, explorar como se estivessem na própria sala de casa.

Isso ocorre porque somos natureza, nascemos natureza. Sem medos, sem nojos, sem receios!

Infelizmente, ao longo da vida somos ensinados ou induzidos a darmos preferências por coisas que aparentemente são “seguras”. Seja ficar sentado no sofá vendo televisão ou jogando vídeo game, mexendo no Tablet, Smartphone ou computador. Mas será que realmente essas opções são seguras?

Para a Sociedade Brasileira de Pediatria não!

Em 2016 ela lançou um manual de orientação baseado em estudos e recomendações internacionais definindo riscos pelo contato indevido com mídias. Os riscos vão de a passividade e sedentarismo pelo tempo de inércia motora, confusão do mundo real em relação ao virtual pela incapacidade cerebral de tais distinções, contato com conteúdos inapropriados e até mesmo cyberbullying levando a sentimentos de ódio e intolerância ao próximo.

Sem falar na falta do contato com agentes microbiológicos que justamente irão auxiliar o nosso sistema imunológico a amadurecer e ser capaz de se manifestar contra possíveis doenças futuras.

Neste documento também é proposta uma escala de idades em relação à quais mídias e quanto tempo cada faixa etária pode ser exposta.

Nele consta que:

  • crianças com menos de dois anos não devem manipular nenhum tipo de aparelho de tecnologia informática;
  • de dois a cinco anos no máximo 1 hora por dia sempre com a presença integral de adultos;
  • dos cinco aos dez a presença pode não ser imediata, porém deve existir o conhecimento do adulto sobre tudo o que a criança tem contato;
  • e só a partir dos dez o uso pode ser de 2 horas diárias, porém, com o estabelecimento de regras bem definidas.

É importante dizer que o prazer da criança em priorizar brincadeiras ao ar livre ou que não façam uso de tecnologias midiáticas é inato. O problema é que pais e mães acabam encontrando justamente nos aparelhos eletrônicos facilidades que outros tipos de brincadeiras não possuem. É fundamental que estes hábitos sejam repensados e que as aptidões, assim como aquelas familiaridades descritas lá no inicio do texto sejam recuperadas.

Inclusive na fase adulta!

Sabemos o quanto é importante que aprendamos e sejamos hábeis no manuseio de tecnologias fundamentais nos dias de hoje. No entanto elas não podem ser excessivas em nossas vidas, não podem roubar nossa essência humana de colocar os pés na terra, de respirar ar puro de ser natureza.

Por isso o Quintal Urbano convida você a recuperar a criança escondida em algum lugar do passado e experimentar brincadeiras ao ar livre e explorar recantos onde a natureza insiste em brotar.

Você já tentou observar a diversidade de pequenos bichinhos que existem em baixo de um tronco que está apodrecendo?  Já olhou de perto as inúmeras plantinhas que nascem espontaneamente nas pequenas aberturas do concreto da sua calçada? Acompanhou os caminhos que a água da chuva faz até chegar num bueiro ou ralo?  Olhou de perto para o besouro colorido que caminha lentamente próximo ao meio fio? Tentou subir naquela árvore frondosa que você vê balançando em dias de vento? Se desafiou tentando explorar o terreno baldio e inabitado do seu vizinho?

Talvez você diga que estejamos propondo coisas perigosas, mas garantimos pra você, seja criança ou adulto, perigoso é passar o final de semana inteiro sentado no sofá!

Por isso mexa-se, encoraje-se a ser criança, permita-se brincar, não se importe com o que os outros vão dizer ou pensar a seu respeito senta na calçada, medite observando a natureza, seja feliz!

Bons cultivos!

Destaque

Cultive deliciosos Tomates.

Da escolha do espaço à colheita, dicas para o cultivo de lindos Tomates!

Que o tomate é um fruto nativo da região dos Andes e vai bem do molho à salada nós já sabemos. Que ele é extremamente nutritivo e ajuda a prevenir o câncer de próstata também!

Mas o que precisamos saber para ter lindos tomateiros crescendo na nossa casa ou apartamento?

Em primeiro lugar, que o Quintal Urbano pode te ajudar a tornar seu cultivo de Tomates uma diversão prazerosa e muito agradável!

Para que você comece bem seu cultivo, é importante observar o ambiente onde você mora. Uma pergunta que deve ser respondida, é qual a quantidade de luz solar que incide sobre o local?

Pois, para que seus tomates se desenvolvam bem é necessária abundância de sol. Porém, sem calor excessivo. O aconselhável é que sua plantação pegue pelo menos 6 horas de sol ao dia, mas se o calor for muito intenso sugerimos a utilização de sombrites, principalmente nos primeiros dias após a germinação de sementes.

A semeadura deve ocorrer entre os meses de agosto e janeiro, é importante que o solo seja bem adubado e aerado. Mantenha um espaçamento de pelo menos 25 cm entre cada muda, mesmo que você utilize sementes. No caso delas, coloque no máximo 3 em furinhos que você fará no solo, estes não devem ter mais que 0,5 cm de profundidade e devem ser cobertos com terra após o plantio. Caso germinem as 3 sementes plantadas, você deve retirar 2 deixando no local apenas 1 mudinha.

Uma dica importante é realizar a semeadura numa sementeira ou vaso pequeno, pois assim, caso chova no local, as sementes não serão carregadas para outros pontos diferentes de onde foram plantadas. Todavia, caso utilize uma sementeira, transplante para um vaso com pelo menos 20 cm de profundidade ou diretamente para o solo assim que atingirem de 5 à 10 cm de altura.

Logo após o plantio, regue utilizando um borrifador ou um regador de chuveirinho que não permita o excesso de água sobre o local da semeadura. Você deve repetir a rega pelo menos uma vez ao dia, sempre nos momentos do dia sem insolação direta (inicio da manhã ou final da tarde e noite).

A rega pode ser espaçada a cada dois dias quando as plantas estiverem com mais de 5 cm de altura. Quando elas atingir aproximadamente 10 cm de altura utilize tutores ou guias de arames para sustentar o crescimento e evitar que o caule se quebre, principalmente em dias de ventos fortes.

É importante que você saiba que seus tomateiros, sem bem cuidados, podem crescer bastante, alguns podendo atingir 2 metros de altura ou mais. Dessa forma, não economize no tamanho dos tutores e guias.

Ao observar a formação das primeiras flores, caso o seu ambiente possua pouca corrente de vento ou um difícil acesso à polinizadores, é importante que você balance levemente cada planta para que ocorra a polinização. Também é recomendável que todos os ramos de folhas abaixo da altura da floração, ou aqueles que estejam ficando muito grandes, sejam podados rente ao caule principal.

Assim você ira concentrar os nutrientes nos frutos, os tornando mais suculentos, saborosos e nutritivos.

A colheita deve ser realizada logo que você observar os frutos maduros, isso deve ocorrer aproximadamente 90 dias após a semeadura. Você pode utilizar uma tesoura apropriada para podas ou retirar cuidadosamente o fruto girando levemente a haste.

Lembre-se de manter seu solo (substrato) bem nutrido com uma boa quantidade de matéria orgânica, é aconselhável que pelo menos uma vez ao mês seja introduzida uma nova adubação.

Caso tenha alguma duvida, ou dificuldade não hesite em chamar o Quintal Urbano, teremos o maior prazer em ajuda-lo para que seus tomates sejam os mais lindos!

Bons cultivos!

Conheça um pouco da Vivi Pretz, Engenheira Agrônoma e sócia do Quintal Urbano

Tinha uma avó que gostava de plantas, que tinha uma horta e que cozinhava muito bem.

Mas nunca influenciou diretamente.

A Vivi acabou fazendo Agronomia na UFRGS e lá ficou por 14 anos. Formou-se Engª Agrônoma, seguiu no mestrado trabalhando com pomares e finalizou a estrada da sua formação com um doutorado em hortas orgânicas. No meio desse caminho, a Vivi fez uma cirurgia. Eu esqueci de contar, que quando a Vivi se tornou Agrônoma, ela era cheia de conhecimentos, com uma vontade imensa de trabalhar e junto dela tinham 120 Kg que a acompanhavam diariamente. Não muito satisfeita com o que ela via no espelho, com o que ela escutava nas ruas, e com o que os exames clínicos indicavam, ela reduziu o estômago. Ela se submeteu a uma cirurgia bariátrica e com isso perdeu 62kg e ganhou uma nova vida e a vida ganhou uma nova Vivi.

Ela já trabalhava com hortas, mas aquilo era só um trabalho. Até que aos poucos ela foi percebendo que os ingredientes que estavam na dieta descrita pela equipe médica, eram os produtos que ela plantava e colhia. Até então, a Vivi jamais tinha entrado na cozinha com o intuito de fazer o seu alimento. Ele estava sempre pronto, muitas vezes dentro de uma caixa vinda da indústria. No terceiro dia em casa, depois da cirurgia, ela passou mal, por ter tomado um suco de laranja. Acidez não fazia parte do cardápio de um recém-bariátrico. Ela quase estourou os pontos. Foi aí que ela percebeu, EU TENHO QUE COZINHAR.

Mais ou menos no final do mês de setembro do ano de 2010, a Vivi entrou na cozinha com uma cesta que ela tinha colhido na horta, e de lá ela nunca mais saiu. O olhar sobre a comida mudou. Os livros de agronomia começaram a dividir espaço com os de gastronomia. E ela entendeu que cozinhando ela fechava um ciclo, e numa palestra do doutorado, ela percebeu esse ciclo, quando ela falou que o sentido da agricultura está em alimentar pessoas. Que se não fosse por isso, não valia a pena nem comprar as sementes.

Foi assim que nasceu o Plantar Colher e Cozinhar.

Foi uma ideia, que virou projeto, se transformou em oficinas de aprendizagem, e acabou numa Escola de Cultivo e Alimentação. Hoje a Vivi Planta… Colhe e Cozinha. Hoje, a Vivi entende que além de Engª Agrônoma e dona de títulos de mestre e doutora, ela é a essência da sua maior INFLUENCER: a sua vó, que sem nenhum desses títulos, plantava… colhia e cozinhava.

Essa é um pouco da história da Vivi, a nova sócia da Quintal Urbano, a nossa Engª Agrônoma, que vai transformar jardins em horta, a criadora da palestra “ Como uma cirurgia bariátrica mudou a minha horta” e a educadora, que vai proporcionar experiências de cultivos através das oficinas Plantar Colher e Cozinhar.